Marcadores sociais de diferença de estudantes da licenciatura interdisciplinar em ciências naturais e matemática

Autores

  • Francione Charapa Alves Universidade Federal do Cariri - UFCA
  • Lorran Cícero Melo dos Santos Universidade Federal do Cariri- UFCA

DOI:

https://doi.org/10.29280/rappge.v8i1.10941

Palavras-chave:

Interseccionalidade, Marcadores Sociais de Diferença, Pesquisa (auto)biográfica

Resumo

A interseccionalidade é um termo emergente nos movimentos sociais, especificamente nas lutas das mulheres negras, e se expandiu nas ciências sociais e na Educação. Na tentativa de compreender a influência dessas intersecções e dos marcadores sociais nas vidas dos(as) estudantes do ensino superior, o presente texto objetiva investigar os marcadores sociais presentes em estudantes da Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Naturais e Matemática da Universidade Federal do Cariri. Assim, realizamos uma investigação qualitativa, na qual fizemos uso da pesquisa (auto)biográfica como método e, para coleta de dados, utilizamos a Linha da Vida. Ao final desse estudo, pudemos perceber a demanda em levantar discussões a respeito de temáticas sociais em licenciaturas e que estudos sobre os marcadores sociais da diferença e sobre a identidade fazem-se necessários para a ressignificação do espaço acadêmico, para compreender quem está tendo acesso a esse âmbito educacional, para que não criemos distanciamentos das realidades existentes.

Biografia do Autor

Francione Charapa Alves, Universidade Federal do Cariri - UFCA

Professora Adjunta da Universidade Federal do Cariri- UFCA. Pós-doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Ceará-UECE. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará- UFC/CAPES-DS, linha Educação, Currículo e Ensino ( 2012-2016) com Doutorado Sanduíche na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa- UL, Portugal (2015-2016). Mestre em Educação pela Universidade Estadual do Ceará- UECE, linha de pesquisa Didática e Formação Docente/CAPES (2009-2011). Especialista no Ensino de Língua Portuguesa pela Universidade Regional do Cariri - URCA (1998). Graduada em Pedagogia pela Estácio de Sá-UNESA (2017). Licenciatura em Filosofia pela Faculdade de Ciências e Letras de Cajazeiras- FAFIC (2007); bacharelado em Ciências Econômicas pela Universidade Regional do Cariri -URCA (1997) e licenciada no Ensino de Matemática para o Ensino Fundamental e Médio pela Universidade Estadual do Ceará- UECE. Vice líder do Grupo de Pesquisa Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências da Natureza, Tecnologia e Educação - INCINATE/UFCA, Cnpq e membro do Laboratório de estudos e pesquisas sobre gênero, educação, sexualidades e diferenças, Cnpq. Coordenadora dos Subprojetos PIBID Multidisciplinar Ciências Naturais e PIBID Filosofia da Universidade Federal do Cariri - UFCA (2018-2020). Coordenadora Institucional do PIBID -UFCA (Atual). Coordenadora dos Subprojetos PIBID Multidisciplinar Ciências Naturais e PIBID Pedagogia da Universidade Federal do Cariri - UFCA (2020-2022). Tem experiência na área de Educação: sub-áreas: Didática, Currículo, Ensino; Pesquisa (auto) biográfica, Pesquisa Educacional; e Filosofia com ênfase na sub-área: Filosofia da Educação e Ensino de Filosofia.

Lorran Cícero Melo dos Santos, Universidade Federal do Cariri- UFCA

Graduando do curso de Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Naturais e Matemática da Universidade Federal do Cariri. Atuante como bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) com o projeto intitulado "Interseccionalidade e acesso ao ensino Superior: marcadores de diferença de estudantes do Instituto de Formação de Educadores da Universidade Federal do Cariri". Membro do Centro Acadêmico da Licenciatura Interdisciplinar (CALI).

Referências

AKOTIRENE, Carla. Interseccionalidade. Pólen, 2019.

ALMEIDA, A. de F. F.; HARDY, E. Vulnerabilidade de gênero para a paternidade em homens adolescentes. Revista de Saúde Pública, v. 41, p. 565-572, 2007.

ALVAREZ, Marcos César. Bacharéis, criminologistas e juristas: saber jurídico e nova escola penal no Brasil. São Paulo: IBCCrim, 2003.

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Revista estudos feministas, v. 10, p. 171-188, 2002.

A interseccionalidade na discriminação de raça e gênero. Cruzamento: raça e gênero. Brasília: Unifem, v. 1, n. 1, p. 7-16, 2004.

DESLANDES, S. F.; GOMES, R.; MINAYO, M. C. S. (org.). Pesquisa social: teoria, método, criatividade. 26 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

GOMES, Lídia Laís Balbino. Mulher, mãe e universitária: desafios e possibilidades de conciliar a maternidade à vida acadêmica. 2020.

HALL, S. Da diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte: Editora da UFMG; Brasília, DF: Unesco no Brasil, 2003.

HENNING, Carlos Eduardo. Interseccionalidade e pensamento feminista: as contribuições históricas e os debates contemporâneos acerca do entrelaçamento de marcadores sociais da diferença, 2015.

MARTINS, Mônica Dias. A pandemia expõe de forma escancarada a desigualdade social. Observatorio Social del Coronavírus. Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (Clacso.org). https://www.clacso.org/a-pandemia-expoe-de-formaescancarada-a-desigualdade-social, v. 6, 2020.

MEDEIROS, Milena Andrade Santos. Ingresso e permanência da mulher no ensino superior após a maternidade: um estudo com as alunas do curso de administração da Universidade Federal de Sergipe, 2019.

MENEZES, Rafael de Souza et al. Maternidade, trabalho e formação: lidando com a necessidade de deixar os filhos. Construção psicopedagógica, v. 20, n. 21, p. 23-47, 2012.

MINAYO, M. C. de S.; SANCHES, O. Quantitativo-qualitativo: oposição ou complementaridade? Cadernos de saúde pública, v. 9, p. 237-248, 1993.

PASSEGGI, M. da C.; SOUZA, E. C. de; VICENTINI, P. P. Entre a vida e a formação: pesquisa (auto)biográfica, docência e profissionalização. Educação em Revista, v. 27, p. 369-386, 2011.

PELÚCIO, Larissa. Marcadores sociais da diferença nas experiências travestis de enfrentamento à aids. Saúde e sociedade, v. 20, p. 76-85, 2011.

POCAHY, Fernando. A idade um dispositivo. A geração como performativo. Provocações discursivo-desconstrucionistas sobre corpo-gênero-sexualidade. Revista Polis e Psique, v. 1, n. 3, p. 195, 2011.

SILVA, Tomaz Tadeu da (org.); HALL, S.; WOODWARD, K. Identidade e diferença: a perspectiva dos Estudos Culturais. 1 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000, v. 1. 133p.

SILVA, V. C.; SILVA, W. S. Marcadores sociais da diferença: uma perspectiva interseccional sobre ser estudante negro e deficiente no Ensino Superior brasileiro. Revista Educação Especial, v. 31, n. 62, p. 569-585, 2018.

STEPAN, Nancy Leys. Eugenia no Brasil, 1917-1940. A ciência bem nascida. Eugenics in Germany, France, Brazil, and Russia, Oxford U. Press, New York / Oxford, 1990.

WARSCHAUER, Cecilia. Entre na roda: A formação humana nas escolas e nas organizações. 1a. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2017.

ZAMBONI, Marcio. Marcadores Sociais da Diferença. Sociologia: grandes temas do conhecimento (Especial Desigualdades), São Paulo, v. 1, p. 14 - 18, 01 ago. 2014.

Publicado

01-10-2023

Como Citar

ALVES, F. C.; MELO DOS SANTOS, L. C. . Marcadores sociais de diferença de estudantes da licenciatura interdisciplinar em ciências naturais e matemática. Revista Amazônida: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 1–18, 2023. DOI: 10.29280/rappge.v8i1.10941. Disponível em: //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/10941. Acesso em: 27 maio. 2024.