//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/issue/feed Revista Amazônida: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas 2026-02-20T16:19:40+00:00 Revista Amazônida rappge@ufam.edu.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;"><strong>Amazônida</strong>, uma Revista de fluxo contínuo do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas (<strong><a href="https://ppge.ufam.edu.br/" target="_blank" rel="noopener">PPGE/UFAM</a></strong>), publica trabalhos de educação sob forma de artigos, relato de pesquisa, estudo teórico, resenhas críticas e entrevistas dentro de uma ação integradora dos conhecimentos produzidos no contexto da Amazônia internacional, no Brasil e no mundo.</p> //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/19490 ENTREVISTA COM DERMEVAL SAVIANI: ENSINO MÉDIO NO BRASIL 2026-02-15T19:08:42+00:00 Demerval Saviani dermeval@unicamp.br Márcio Bernardes de Carvalho marcio.carvalho78@uft.edu.br <p>O Ensino Médio brasileiro por vezes é reconhecido, por alguns pesquisadores, como o <em>gargalo</em> da educação brasileira. A entrevista com o Professor Doutor Dermeval Saviani é um esforço para pautar e refletir sobre o tema nas escolas, universidades e sociedade como um todo.</p> <p>A Revista Amazônida, preocupada com este debate, oferece aos seus leitores uma entrevista exclusiva com um dos principais intelectuais da educação brasileira. A entrevista foi realizada as vésperas do início do Curso <em>Pedagogia Histórico-Crítica e Ensino Fundamental: politecnia, omnilateralidade e Ensino Médio Integrado</em> que iniciará no mês de março de 2026 e será transmitido gratuitamente no canal do Grupo de Estudos e Pesquisas <em>História, Sociedade e Educação no Brasil</em> (HistedBR), da plataforma YouTube (<a href="https://www.youtube.com/@histedbroficial">https://www.youtube.com/@histedbroficial</a>) como Curso de Extensão e Disciplina de Pós-Graduação. O curso abordará o estudo das questões teóricas e práticas da Pedagogia Histórico-Crítica relacionadas ao Ensino Médio, com ênfase na concepção marxista de ciência, método, conteúdo curricular, didática, politecnia e omnilateralidade, na perspectiva de assegurar aos alunos desta etapa da Educação Básica, uma formação crítica comprometida com a transformação da sociedade da exploração e miséria humana e a construção de relações igualitárias (numa sociedade desigual), solidárias (quando estamos rodeados pelo egoísmo) e colaborativas (num mundo competitivo).</p> <p>A Revista Amazônida agradece a coordenação nacional do Grupo HistedBR pelo apoio na realização da entrevista.</p> 2026-02-20T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/19511 DISPUTAS NORMATIVAS SOBRE A GESTÃO EDUCACIONAL E ESCOLAR NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO E SUA ARTICULAÇÃO COM O ESTÁGIO CURRICULAR 2026-02-17T22:37:01+00:00 Camila Maria Bortot camilabortot@hotmail.com André Ramos Florentino prof.andre.r.math@gmail.com <p>O artigo analisa as disputas normativas em torno do lugar da gestão educacional e escolar na formação do pedagogo e suas implicações para a organização e o sentido formativo do Estágio Curricular Supervisionado, à luz da categoria da práxis. O objetivo consiste em compreender de que modo as diretrizes da formação docente reconfiguram a gestão no currículo da Pedagogia e como esse reposicionamento incide sobre o perfil identitário do pedagogo e sobre o estágio na área de Gestão Educacional e Escolar. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, que toma como corpus analítico a Lei nº 9.394/1996 e as Resoluções CNE/CP nº 1/2006, nº 2/2015, nº 2/2019 e nº 4/2024, compreendidas como expressões de projetos formativos em disputa no interior da política de formação docente. Os resultados evidenciam que, embora a gestão educacional constitua dimensão histórica e constitutiva da Pedagogia, sua presença no currículo tem sido progressivamente deslocada e subordinada à racionalidade das competências e da prática profissional, especialmente na resolução de 2019. Nesse movimento, o Estágio Curricular Supervisionado assume centralidade contraditória: amplia-se sua carga horária e inserção institucional, mas restringe-se seu potencial crítico ao ser orientado por uma lógica operacional e adaptativa. Conclui-se que a reinscrição discursiva da práxis e da gestão democrática na normativa de 2024 não rompe com essa arquitetura formativa, mantendo a gestão como dimensão funcional e não como eixo estruturante da formação. Tal reposicionamento pode afetar o perfil identitário do pedagogo e esvazia o estágio como mediação formativa crítica, reafirmando a necessidade de uma formação orientada pela práxis, que articule indissociavelmente docência, gestão e pesquisa.</p> 2026-03-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/19446 CURSOS DE PEDAGOGIA NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: IDENTIDADE ATUAL E PERSPECTIVAS EMANCIPATÓRIAS 2026-02-04T16:26:01+00:00 Thaiany Guedes da Silva professorathaianyguedes@ufam.edu.br Selma Garrido Pimenta sgpiment@usp.br <p>A identidade formativa que assumem os cursos de Pedagogia está no bojo das velhas e atuais discussões, animadas pelas tensões curriculares das controversas diretrizes nacionais para a formação de professores e pela disputa em torno das diretrizes específicas. Em meio a este cenário pulsam concepções distintas e, por vezes, antagônicas de Pedagogia e do seu papel na práxis social da educação. O presente ensaio teórico e empírico, produto de pesquisa de pós-doutorado, se insere nesse debate ao problematizar de que modo os Projetos Pedagógicos dos Cursos de Licenciatura em Pedagogia no contexto da Amazônia brasileira se vinculam e se comprometem (ou não) com o contexto socio-histórico-cultural no qual os cursos se desenvolvem. Tal questionamento tensiona o potencial crítico da formação dos Pedagogos para o enfrentamento das condições históricas de exploração na Amazônia. Enfatiza a Pedagogia Crítica (Schmied-Kowarzik; Pimenta; Libâneo; Franco; Saviani; Pimenta, Pinto, Severo) como epistemologia e perspectiva emancipatória. De cunho metódico crítico-dialético (Kosik) realiza análise de conteúdo (Severino) de nove projetos pedagógicos de curso de Universidades públicas federais (UFRR, UNIFAP, UFAM, UFPA, UFMA, UFAC, UFT, UNIR, UFMT) distribuídas na região da Amazônia brasileira. Conclui que os cursos de Pedagogia investigados não compartilham de uma identidade regional, negando ou trazendo aspectos mínimos sobre a região em componentes isolados nos PPC’s. A concepção de Pedagogia presente é de um conhecimento técnico-pragmático, vinculado predominantemente à docência. Considera a necessidade de revisão dos projetos e cursos, de modo a vincular-se organicamente aos contextos e realidades para os quais são produzidas as formações.</p> 2026-03-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/18131 A PSICOLOGIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA A PARTIR DA LEI 13.935/2019: REVISÃO DE LITERATURA 2025-11-17T13:49:48+00:00 Camilla de Amorim Ferreira camillaferreira87@gmail.com Ivan Penteado Dourado ivan.dourado@udesc.br <p>Diante do contexto mais amplo das políticas educacionais brasileiras, pretende-se abordar a inserção de psicólogos na educação básica a partir da Lei n.º 13.935/2019. Objetiva-se problematizar a quais interesses essa legislação se atrela, por meio de uma revisão de literatura de teses e dissertações. Adota-se como referencial teórico o materialismo histórico-dialético, com base em autores como Marx, Engels, Lênin e Gramsci. Como resultado do levantamento realizado, de nove publicações selecionadas, seis abordam pesquisas de casos empíricos específicos, três pesquisas foram de caráter estritamente bibliográfico. Apesar de algumas críticas à lei, as pesquisas apontam um consenso em relação a necessidade de sua implementação e regulamentação, assentindo com a necessidade de psicólogos nas escolas. As pesquisas apontando um limite do horizonte de lutas da categoria por dentro da institucionalidade do Estado. A inserção de psicólogos na educação básica alcança respaldo jurídico em um momento histórico em que o esvaziamento do papel do conhecimento na escola e sua ampliação para funções de outras políticas sociais é denunciado. Conclui-se que a psicologia, historicamente, tem contribuído para a manutenção da hegemonia burguesa, e a formalização da Lei 13.935 pode estar alinhada aos interesses do capital diante de um mercado de trabalho flexibilizado. Embora o papel do psicólogo nos espaços escolares ainda esteja em disputa, a tendência, diante dos consensos construídos, é de contribuir para o apaziguamento dos conflitos sociais e controle de comportamento e emoções, e não para uma educação rigorosa e humanizante para a classe trabalhadora.</p> 2026-03-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/amazonida/article/view/18318 MOVIMENTO PROFISSÃO DOCENTE E EDUCAÇÃO BASEADA EM EVIDÊNCIAS: CONSENSOS NA (CON)FORMAÇÃO DE PROFESSORES 2025-06-30T22:00:16+00:00 Pedro Antonio Petri bolinhapoing@gmail.com Mariléia Maria da Silva marileia.silva@udesc.br <p>O artigo em tela objetiva apresentar a análise do Movimento Profissão Docente (MPD), uma coalizão de forças da sociedade civil que se propõe a desenvolver pesquisas e recomendações de políticas educacionais para a formação de professores. Caracteriza-se como um Aparelho Privado de Hegemonia (APH), representante de diferentes frações burguesas interessadas em direcionar políticas públicas que sustentem seu projeto de dominação. Ao formular políticas e pesquisas, este APH está reproduzindo consensos fundamentais para respaldar seus interesses materiais e ideológicos perante a formação de professores e, consequentemente, a educação brasileira. A reprodução desses consensos fundamenta-se na noção da Educação Baseada em Evidências (EBE), uma perspectiva disseminada por diferentes aparelhos de hegemonia e Organismos Internacionais, a fim de implementar políticas que contribuam para o assentamento do neoliberalismo. Busca-se analisar, à luz de Gramsci (2024) e das contribuições marxistas atuais no campo das políticas educacionais brasileiras, o documento <em>Professores: recomendações de políticas docentes para os governos estaduais</em>, publicado em 2022 e formulado pelo MPD em parceria com o Todos pela Educação. Parte-se da análise do documento, relacionando-o com a EBE e seus fundamentos teóricos, a fim de desvelar seus interesses em conformar a formação de professores à subsunção ao capital e a precarização da própria constituição do fazer docente.</p> 2026-03-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026