Xamanismo
Processos socioculturais e históricos no mundo dos espíritos do povo Marubo no Vale do Javari.
DOI:
https://doi.org/10.29327/233099.15.1-3Palabras clave:
Xamanismo, Processos históricos e socioculturais, MaruboResumen
O artigo analisa os processos socioculturais e históricos do povo Marubo do Vale do Rio Javari, região fronteiriça da Pan-Amazônia, que se utiliza do xamanismo como elemento central para a estruturação social, relações de gênero e sobrevivência enquanto povo. Os processos de magia, práticas corporais e cura através do exercício do xamanismo da etnia Marubo no Vale do Javari atravessaram diferentes momentos históricos e ainda na atualidade são utilizadas como momentos de passagens históricas, decisões políticas e mudanças socioculturais, consolidando a posição de destaque ao citado povo no Vale do Javari. Para o alcance da análise procedeu-se com revisões bibliográficas e entrevistas semi-estruturadas, que possibilitaram demonstrar que as relações socioculturais e históricas são também responsáveis pela definição de papéis entre homens e mulheres; onde o mundo dos espíritos é explicitamente do domínio masculino, enquanto para as mulheres é reservado o mundo doméstico. Nesse contexto, as mulheres conseguem ouvir os espíritos tardiamente do ponto de vista etário; após a menopausa, quando não são mais consideradas impuras. A inserção da mulher no mundo dos espíritos tem o objetivo de instruir os mais novos o que os espíritos ensinam.
Descargas
Citas
BELLIER, Isabelle. La Responsabilidad de Las Mujeres Encinta Respecto de Los Chamanes. In: El Temblor y l aluna: ensayo sobre las relaciones entre las mujeres y los hombres mai-huna. 1991.
BRIGHENTI, Clovis Antonio. Xamanismo, Cultura e Gênero: Apropriação e Transposição de Práticas e Saberes a Partirda Experiência Mbya Guarani.Canoas n.23 p.67-80 jan./jun. 2011
CICCARONE, Celeste. Drama e Sensibilidade: Migrações, Xamanismo e Mulheres Mbya.Revista de índias, v. LXIV, n. 230, p. 81-96, 2004.
COLPRON, Anne-Marie. Monopólio Masculino do Xamanismo Amazônico: O Contra-Exemplo das Mulheres Xamã Shipibo-Conibo. MANA11(1):95-128, 2005.
GARNELO, Luiza. Poder, Hierarquia e Reciprocidade: Saúde e Harmonia entre os Baniwa do Alto Rio Negro.In: Coleção Saúde dos Povos Indígenas. Rio de Janeiro: Editora FioCruz, 2003.
MONTEIRO, Maria Teresa Ferreira. De bruxa a enfermeira: uma herança do gênero feminino.Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro, dez 2000.
MURPHY, Yolanda; MURPHY, Robert. Women of the forest. New York and London: Columbia University Press 1974.
MELATTI. Julio Cezar. Disponível em: http://www.juliomelatti.pro.br/areas/15altama.pdf.
NASCIMENTO, Solange Pereira do; TORRES, Iraildes Caldas. O Ritual de Passagem da Moça Nova na Etnia Sateré-Mawé a Partir da Narrativa de Uma Líder Tuxaua. In: Caderno de Resumos [expandido] do 1º Encontro de Estudos Sobre as Mulheres da Floresta: Gênero, Trabalho e Meio Ambiente.Manaus. Editora da Universidade Federal do Amazonas, p. A203, 2009.
OVERING, Joanna. Men control women?The Cath 22 in the Analysis of Gender. International Journal of Moral and Social Studies, 1(2):135-156, 1986.
ROSALDO, Michelle Zimbalist. Mulher, Cultura e Sociedade: Uma Visão Teórica. In: Mulher, Cultura e Sociedade. Editora Paz Terra, 1974.
SILVA, Semíramis Corsi. A imagem da mulher feiticeira como expressão da diferença de gênero em Roma: os poemas de Horácio e Ovídio.2004. Disponível em: http://www.klepsidra.net/klepsidra27/feiticaria.htm. Visualizado em: 13/05/16.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2017 Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
A Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos faz uso de licença Creative Commons de atribuição (CC BY 4.0)


