PLATAFORMAS EDUCATIVAS DEL GOBIERNO DEL ESTADO DE PARANÁ
DOI:
https://doi.org/10.29280/rappge.v10i2.18454Palabras clave:
Plataformización; Empresarización; Educación; Paraná; Aparato Privado de Hegemonía.Resumen
La plataformización de la educación básica, como parte de un plan estratégico de control de la educación conforme a los intereses del capital, es la premisa inicial de este trabajo. Se estudió, en la totalidad del proceso de subsunción de la educación al capital, la actuación burguesa en lo que se denomina proceso de empresarización de la educación pública, con fines de expansión de sus intereses mercantiles en el campo educativo para extracción de mayores logros. El tema fue investigado por medio del proyecto de investigación titulado “Políticas educativas y las formas de empresarización de la educación pública escolar”, en el ámbito del Grupo de Investigación en Educación, Estado Ampliado y Hegemonías (GPEH), de la Universidad Estatal de Londrina (UEL). En este contexto, este artículo tiene como objetivo presentar los resultados parciales de la investigación, que identificó y analizó la actuación empresarial, por medio de los Aparatos Privados de Hegemonía Empresarial (APHE), en el uso de plataformas educativas para la educación básica en la red pública de enseñanza de Paraná, en el período de 2019 a 2025. La investigación se fundamenta en el materialismo histórico-dialéctico, elegido para conferir sustento teórico-metodológico a la investigación cualitativa de tipo documental-bibliográfica, desarrollada a partir de referencias clásicas marxistas y gramscianas y sus intérpretes. Se concluyó que las tecnologías (conectividad, plataformas y aplicaciones) están siendo utilizadas como productos y servicios para expandir los intereses del capital por medio de las contrarreformas educativas. Este proceso ha influido directamente en la práctica docente y de gestión, provocando pérdida de autonomía, aumento de la coerción sobre el trabajo docente y transformación de la educación en mercancía.
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