Experiências de Assessoria junto a Povos e Comunidades Tradicionais do Cerrado Brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.29327/2791822.10.2-17Palavras-chave:
Povos e Comunidades Tradicionais, Bioma Cerrado, Filantropia, Desenvolvimento Sustentável, Modernização EcológicaResumo
Este relato se preocupa em articular a experiência de execução do Mecanismo de Apoio a Povos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais do Cerrado (Projeto DGM Brasil) por parte do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA), organização gerida por agricultores familiares e povos tradicionais da região Norte do estado de Minas Gerais, a contextos econômico-políticos mais abrangentes, com destaque para a dinâmica recente de gestão e execução de doações fiduciárias por parte de ONGs socioambientalistas no Brasil. Cuida-se, também, em demonstrar a inserção do caso estudado na reprodução da modernização ecológica em distintos contextos locais, paradigma ancorado na crença na eficiência como meio de atingir a sustentabilidade. Por intermédio de estudo empírico realizado enquanto funcionário contratado da instituição, propõe-se uma análise que buscará aliar experiência profissional, análise documental e mobilização de literatura acadêmica correlacionada aos temas do desenvolvimento sustentável, da geopolítica, da economia política, dos estudos decoloniais, dos direitos étnicos e das relações de poder. Diante deste formato, faz-se compreensível identificar como se dá a internalização, por parte das organizações locais, de todo um abecedário de léxicos e procedimentos administrativos exógenos propostos pelas entidades financiadoras às rotinas de execução dos recursos.
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