Plasia de medula óssea induzida por azatioprina em paciente com lúpus eritematoso sistêmico: relato de caso

Autores

  • Haryana Gisella Brito Rombaldi UFAM
  • Gabriela Silva Vasconcelos HUGV
  • Domingos Sávio Nunes de Lima UFAM/HUGV
  • Rejane Nina Martins UFAM/HUGV
  • Monique Freire dos Reis UFAM/HUGV
  • Luiz Carlos de Lima Ferreira UFAM/HUGV

Palavras-chave:

Lúpus Eritematoso Sistêmico, toxicidade, azatioprina, mielossupressão.

Resumo

A azatioprina é um imunossupressor amplamente utilizado no manejo do Lúpus Eritematoso Sistêmico, sendo indicada para tratamento da anemia hemolítica, trombocitopenia e como manutenção na nefrite lúpica. Entretanto, alguns efeitos adversos estão associados ao uso deste agente, dentre eles a supressão da medula óssea. A leucopenia é a manifestação hematológica mais comum, mas casos de aplasia de medula óssea são descritos na literatura. Relata-se paciente do sexo feminino, 32 anos, com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico há 7 anos. Evoluiu com febre, hematoquezia, petéquias difusas e pancitopenia. Realizado tratamento antimicrobiano e com granulokine, devido neutropenia febril, além de otimização da corticoterapia, porém sem resposta satisfatória. Biópsia de medula óssea: hipoplasia acentuada das séries granulocítica e eritróide e ausência de megacariócitos. Evoluiu com melhora clínica e laboratorial 30 dias após retirada da azatioprina. Ficou evidenciado que a ocorrência de aplasia de medula óssea secundária ao uso da azatioprina é rara, mas que a suspensão total da droga se faz necessária para recuperação das séries granulocítica, eritrocítica e megacariocítica.

Referências

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Publicado

2021-11-22

Edição

Seção

Relato de Caso