Edições anteriores

  • "HISTÓRIAS DAS VIOLÊNCIAS DE GÊNERO CONTRA AS MULHERES"
    v. 5 n. 2 (2021)

     

    A historiografia ocidental tem, frequentemente, se dedicado ao estudo das  histórias das mulheres na sociedade, sendo crescentes os debates intelectuais em torno  de gênero e sexualidade desde o século XX. Assim como em outras áreas de conhecimento, nota-se que estudos envolvendo  gênero não demoraram a provocar reverberações no campo da história, sendo que as  renovações historiográficas trazidas pela Escola dos Annales, pela Nova História ou  pelas interpretações frequentemente colocadas sob o termo generalista “Pós Modernismo” permitiram a emergência do tema como uma verdadeira subdisciplina.

    As leituras historiográficas, certamente, partem de uma interlocução com os  questionamentos teóricos que emergiram ao longo do último século, mas também com  os contextos históricos em que brotaram (outro bom exemplo é o Calibã e a Bruxa, de Silvia Federici). No caso brasileiro, é importante destacar que os estudos sobre história  das mulheres ou história e gênero tornam-se cada vez mais proeminentes, mas leituras  específicas sobre as histórias das violências de gênero contra mulheres ainda são  parcas. Isto porque, embora tenha ganhado proeminência nas ciências sociais  brasileiras, consagrando nomes como Heleieth Saffioti, Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Marilena Chauí e Lourdes Bandeira, o tema ainda tem pouca reverberação na área da  história. 

    Assim, considerando-se a relevância do problema e a aparente falta de  visibilidade de estudos históricos específicos sobre o tema, o intuito deste dossiê é o de  reunir trabalhos resultantes de pesquisas históricas que abordem a temática, tendo  particular interesse - embora não exaustivo - nos seguintes temas: a constituição  histórica do conceito de violência de gênero; a cultura patriarcal como cultura histórica;  a história da historiografia sobre violências de gênero; relações históricas entre mídia e  violências de gênero; os crimes de "defesa da honra" em perspectiva histórica. 

    Organizadores:

    Angelita Pereira Lima

    Ana Paula de Castro Neves

    Luciano Rodrigues Castro

  • Mundos do trabalho: lugares, condições e experiências de trabalhadores e trabalhadoras
    v. 5 n. 1 (2021)

    O século XX, nas primeiras décadas, se adensou de maneira decisiva no âmbito das questões sociais, mobilizando inclusive trabalhadores em busca de direitos e reconhecimento. Tais manifestações proporcionaram ao trabalhador maior visibilidade e legislações especificas que lhes davam garantia de sobrevivência. Diante de um processo de tantas modalidades de trabalho que surgiram a partir do homem livre, quem oferece sua mão-de-obra tenta se manter ativo em um mercado que sempre teve suas exigências.

    Sendo assim, o dossiê “Mundos do Trabalho: lugares, condições e experiências de trabalhadores e trabalhadoras” tem como proposta reunir estudos  de pesquisadores que se debrucem sobre os diversos tipos de trabalhadores, assalariados e não assalariados, dessa maneira, fazer uma reflexão sobre os significados históricos e sociais das vivências e experiências dassas categorias que ao longo da história do trabalho tem sido experimentadas em diversas condições laborais, e que geralmente, sofrem com a precarização trabalhista ou vivem a deriva dos direitos sociais.

    Nessa medida, cabe salientar a luta e o protagonismo desses atores que em períodos distintos como crises econômicas e/ou mudanças políticas são profundamente afetados, mesmo assim, essas mulheres e esses homens tomaram e tomam decisões que mudam os seus modos de vida, a partir das demandas que geralmente são baseadas através do cotidiano.

     

    Organizadores:

    Marineide da Silva 

    Sérgio Carvalho 

    Wanderlene de Freitas 

  • ENSINO DE HISTÓRIA NA AMAZÔNIA: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS COMO REFLEXÃO PARA A PESQUISA
    v. 4 n. 2 (2020)

    A agenda da Educação e do ensino de História estão em evidência e seguramente são essenciais para entendermos o contexto histórico que vivenciamos nessas primeiras décadas do século XXI.  O negacionismo histórico, questões de gêneros, discussões étnico-raciais, exclusão digital, a função social da escola, formação de professores e precarização do trabalho docente são temas que visibilizam os grandes desafios que o mundo contemporâneo traz a todos que refletem sobre o ensino no Brasil e na região amazônica em particular, e que serão parte de uma ampla agenda de reflexões de historiadores em todos os níveis de ensino. Nesse sentido, o ensino de história tem como função premente a defesa do conhecimento científico e histórico na sociedade e em particular na esfera educacional do país.

    O enfrentamento da narrativa do autoritarismo inserida na realidade do ensino remoto, traz à superfície inúmeras discussões como o Home office, saúde mental do professor, currículo e professor full time.  Diante desses desafios titânicos, inserimos a realidade do ensino público na região amazônica e suas especificidades de temáticas e reflexões, ligadas a temas regionais e locais, que são parte importante para refletirmos sobre como ensinar história em meio a esse contexto atual, sem perder nossa identidade. Identidade essa, ligada ao ribeirinho, as comunidades indígenas, as periferias das cidades e ao campo, que se tornam importantes pontos de amparo, quando pensamos no ensino na região.

    É precisamente nessa interseção entre o nacional e o local que buscamos captar reflexões, artigos, relatos de experiências desenvolvidos na região Amazônica por professores inseridos nas redes púbicas de ensino, em suas diversas modalidades: Federal, Estadual e Municipal. Esse dossiê se propõe a refletir, as temáticas presentes no cotidiano das salas de aulas presenciais e digitais presentes na região amazônica, dando visibilidade a temas ligados ao ensino de história regional e inseridas na esfera pública de ensino.

    Coordenadores:

    Prof. Dr. Hideraldo Lima da Costa (UFAM / Coordenador do GT- Ensino de História e Educação)

    Prof. Dr. Milton Melo dos Reis Filho (SEMED)

    Prof. Me. Julio Santos Silva (SEMED)

    Profª. Me. Cláudia Barros (SEMED)

    Prof. Me. Moisés Dias de Araújo (SEMED/SEDUC)

     

  • História e Patrimônio Documental
    v. 4 n. 1 (2020)

    O dossiê “História e Patrimônio documental”, da Revista Manduarisawa, foi organizado pelos historiadores e arquivistas, Leandro Coelho de Aguiar[1] e Renata Regina Gouvêa Barbatho[2]. O presente número reúne diferentes olhares que envolvem a temática, conseguindo promover debates e reflexões em relação às práticas históricas e a concepção do conceito de patrimônio documental, que para além de sua materialidade, é um produto das dinâmicas sociais e das relações de poder.

    Por ser fruto de uma temática que envolve diferentes áreas, o dossiê pode ser contemplado pela presença de autores não só da História, mas de profissionais que atuam em arquivos, bibliotecas e museus, o que permitiu enriquecer a experiência e diversificar os discursos. Composto por uma entrevista, onze artigos temáticos no dossiê, quatorze artigos livres e um relato de experiência, o número da revista aqui apresentado pode ainda ter seu conteúdo subdivido em três categorias nos escritos sobre o “Patrimônio documental”, visto que foram abordados estudos sobre histórias de instituições custodiadoras de acervos, e dos próprios acervos, tanto como fonte de pesquisa, quanto como objeto da pesquisa.

    Uma leitura proveitosa a todos.

    Cordialmente

    Organizadores:

    Leandro Coelho de Aguiar

    Renata Regina Gouvêa Barbatho

     

    [1] Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFAM) e professor Assistente da Faculdade de Informação e Comunicação, na mesma Universidade.
    [2] Doutora em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e servidora da Fundação Casa de Rui Barbosa, mas atualmente encontra-se cedida ao Arquivo Nacional do Brasil.
  • História, Conflitos e Experiências Agrárias
    v. 3 n. 02 (2019)

    O presente dossiê da Revista Manduarisawa intitulado “História, Conflitos e Experiências Agrárias” foi organizado em parceria com o Professor Me. Prof. Luiz Antonio Nascimento de Souza e reúne um conjunto de artigos compostos por pesquisadores (as) de todo o país. A seguinte temática visa reunir debates entorno da questão agrária em suas múltiplas dimensões, destacando a história das lutas pela terra, os conflitos fundiários em suas dimensões latino-americanas, nacionais, regionais e locais. As vivências nesses espaços incluem as lutas pela manutenção e preservação dos costumes e modos de vida por parte das populações ribeirinhas, quilombolas e indígenas, bem como relatos de experiências peculiares que têm o mundo rural e agrário como tecido social.

     

    Desejamos uma ótima leitura para todos (as)!

    Cordialmente,

    Conselho Editorial - Revista Manduarisawa.

  • Desigualdade, violência e relações de poder na História
    v. 3 n. 01 (2019)

    A presente edição especial da Revista Manduarisawa reúne um conjunto de artigos apresentados durante o I Encontro Estadual de História da ANPUH Seção Roraima, realizado entre os dias 01 e 04 de outubro de 2018, na Universidade Federal de Roraima (UFRR). O encontro promovido pela ANPUH/RR, que no mesmo ano iniciava suas atividades no estado de Roraima, objetivou promover, incentivar e fortalecer a disciplina História no estado, na região norte e em nível nacional.

    O encontro estadual contou quatro conferências, cinco mesas redondas, dezesseis simpósios temáticos e lançamentos de livros. Durante os quatro dias de evento, os mais de trezentos participantes puderam debater acerca de uma grande variedade de temas historiográficos e de questões políticas e sociais de interesse da comunidade de historiadores e historiadoras, como da sociedade em geral. Destes participantes, registrou-se a presença de pesquisadores das mais variadas localidades do país, como das cidades de Tefé, Manaus e Coari (AM), Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Santarém (PA), Belém (PA), Salvador (BA), Ponta Grossa (PR), Florianópolis (SC) e cidades do estado de Roraima. 

    Este dossiê especial é composto por oito artigos, todos eles apresentados nas cinco mesas redondas, que compuseram a programação do evento: 1) Relações Internacionais: história e fronteiras; 2) História do Tempo Presente: metodologia e possibilidades de pesquisa; 3) Recortes da América Portuguesa; 4) Educação e diversidade; 5) Diálogos entre o passado e o presente: escravidão, quilombola e indígena. As mesas redondas tiveram como preocupação principal debater questões teóricas e metodológicas dos mais diversos campos e abordagens da História. Outro resultado do evento consiste na publicação do livro “Desigualdade, violência e relações de poder na História”, publicado em 2019 pela editora da UFRR, disponível em acesso livre na página da editora[1]. O livro é fruto dos 110 trabalhos inscritos para apresentação nos simpósios temáticos.

    A comissão organizadora do evento e do dossiê agradece a parceria firmada com a equipe da Revista Manduarisawa para publicação dos presentes trabalhos.

     

    [1] Livro disponível para download gratuito em: http://ufrr.br/editora/index.php/editais?download=409

  • Revoluções e revoltas no século XX
    v. 2 n. 2 (2018)

    O presente dossiê traz artigos que analisam momentos importantes da História contemporânea. A Revolução Russa que completou seu centenário em 2017, marcou a trajetória dos trabalhadores do mundo todo, tendo um grande significado para o século XX. É imprescindível num momento em que o mundo novamente passa por uma grande transformação social, política e cultural, convulsionada pela globalização, migrações e novas relações de trabalho, tenhamos abordagens que nos possibilitem revisitarmos o passado onde as lutas sociais foram imprescindíveis para organizar, promover e fortalecer os trabalhadores, seus movimentos, suas reivindicações.

    Os artigos presentes no dossiê desse número da Revista Madwarisawa, foram apresentados durante a X Semana de História, da Universidade Federal do Amazonas, em 2017, que teve como tema “Os 100 anos da Revolução Russa e o ensino de História”.

    Os trabalhos aqui apresentados trazem temas diversos, mas possuem um único eixo que é a importância da agência dos trabalhadores como protagonistas históricos de eventos de grande impacto social no século XX. Portanto, são trabalhos resultantes de pesquisas monográficas, PIBICS ou artigos para disciplinas que refletem sobre as inquietações de seus autores, permitindo um diálogo rico sobre sujeitos, protagonismo, política e revolução.

    Desejamos uma ótima leitura para todos (as)!!

     

    Profa. Dra. Kátia Couto (Editora Convidada) e Equipe Editorial.

  • Capa Revista

    História Social do Trabalho na Amazônia
    v. 1 n. 1 (2017)

    Em seu primeiro número, a Manduarisawa-Revista Eletrônica Discente do curso de História da UFAM propõe um dossiê temático voltado para o campo da História Social do Trabalho na Amazônia, em especial por reconhecer uma inequívoca expansão do campo e sua inegável relevância. Considerando a constante necessidade de discutir as experiências e práticas sociais que englobam as categorias do trabalho na região amazônica, este dossiê visa fomentar o debate do campo da História do Trabalho que tem articulado discussões bastante amplas e diversificadas, como os estudos de gênero, a domesticidade, relações e interações entre trabalho livre e escravo, pós-abolição, identidade e migrações. Revisita também temas clássicos, como as múltiplas relações que se estabelecem entre os trabalhadores e suas organizações representativas; entre eles e o patronato, assim também como com o Estado.

    A abertura de cursos de Pós-Graduação no Norte do país ampliou significativamente o processo de produção do conhecimento histórico em muitos estados da região e, desta forma, há, hoje, um conjunto bastante interessante e diversificado de pesquisas em andamento, favorecendo a recepção e ampliação do debate historiográfico de ponta na região, da mesma forma em que também termina por dar vazão à inovação historiográfica, com a projeção de novas e instigantes temáticas, praticamente desconhecidas pela comunidade acadêmica de outras regiões.

    No interior destes Mundos do Trabalho, para usar a feliz e rica expressão consagrada por Eric Hobsbawm, os temas são os mais variados, indo desde a discussão de paradigmas interpretativos e debate historiográfico em torno da temática, até a análise das relações entre categorias distintas de trabalhadores, passando pelo tenso diálogo estabelecido pelas associações operárias com as mais diversas organizações da sociedade e instituições do Estado; pelos conflitos trabalhistas; as relações e distinções entre campo e cidade e entre trabalhadores urbanos e rurais, os mecanismos de controle e resistência, o trabalho feminino e infantil, etc.

    Nesse sentido, o dossiê tem como objetivo articular pesquisas que, preocupadas com a Amazônia, hoje se desenvolvem sem muitas conexões tanto no cenário local e regional de produção, quanto no cenário nacional mais amplo, onde as pesquisas tendem recepcionar mais pontualmente as contribuições teóricas e metodológicas difundidas por instituições acadêmicas mais tradicionais, consolidadas e de grande impacto no processo formativo de quadros acadêmicos na área de História para as universidades brasileiras, incluindo-se ai também às do Norte do país. Colocando-se como um espaço aberto para a divulgação desses estudos, a Revista Manduarisawa quer ser também um veículo dessa interação, entendendo que as trocas multidirecionais que possam resultar desse debate enriquecerão ainda mais o campo da História Social do Trabalho.