Uso público em unidades de conservação: fragilidades e oportunidades para o turismo na utilização dos serviços ecossistêmicos
DOI:
https://doi.org/10.29327/233099.12.1-8Keywords:
(eco)turismo, áreas protegidas, serviços ecossistêmicos, ecologização do turismoAbstract
O artigo discute as fragilidades e oportunidades para o turismo na exploração das belezas naturais em Unidades de Conservação, um promissor mercado voltado à valoração dos serviços ecossistêmicos. A criação e implementação de Unidades de Conservação, especificamente na Amazônia, têm se mostrado uma ferramenta efetiva nas políticas ambientais contribuindo para a gestão ambiental do território e protegendo os patrimônios cultural e natural. Após mais de uma década da implementação da Lei n.º 9.985, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), percebesse um crescimento expressivo da visitação em áreas naturais no Brasil, com destaque para as atividades de turismo. Para compreender as oportunidades e as fragilidades no desenvolvimento do turismo, utilizaram-se categorias de análise reconhecidas por seus estudiosos. O uso público, incluindo a visitação turística, é uma estratégia oportuna que pode ser mais estimulada para potencializar os benefícios do turismo. No entanto, são muitos os desafios a serem superados, entre eles a proteção das espécies, a destinação dos resíduos, o desenvolvimento de atividades produtivas e de inclusão social, sobretudo no entorno das áreas protegidas. No intuito de garantir que os recursos ambientais das Unidades de Conservação sejam conservados, que as pessoas que habitam nessas áreas tenham suas atividades e cultura resguardadas e, ainda, para possibilitar que o visitante tenha uma experiência de boa qualidade, torna-se necessário o planejamento e a gestão dessas áreas naturais, assim como a adoção de mecanismos como o pagamento por serviços ecossistêmicos. Ademais, para que o turismo seja menos impactante possível e se configure como um elemento capaz de contribuir para o desenvolvimento local e para a resiliência dos ecossistemas, é necessário pensar na sua ecologização.
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