DE PILATOS A EDUCAÇÃO PROFILÁTICA HUMANIZADA: o “vamos lavar as mãos” na escola

  • Anilson Rodrigues Ataíde
  • Agno Nonato Serrão Acioli Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Tatyanna Mariúcha de Araújo Pantoja Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Renato Abreu Lima Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Resumo

Este trabalho consiste em uma investigação sobre o índice de casos de parasitoses em três Escolas do Município de Benjamin Constant – AM e ainda compreender a possível relação do hábito de higiene no cotidiano dos alunos e investigar como a educação está tratando do tema. Fizeram parte da pesquisa 45 alunos de três turmas do 8ª ano do Ensino Fundamental. Foi feita a coleta de material (fezes) dos alunos para levantar o índice de parasitoses e aplicados dois questionários com questionamentos acerca dos hábitos de higiene e da atuação educacional no tema. Detectaram-se uma grande incidência de alunos com parasitoses (75,5%, n=34), além de uma variedade de parasitas intestinais detectados nos exames realizados. Em relação ao ambiente de vivência dos alunos não houve uma preponderante condição de precariedade nos lares dos alunos com parasitoses, e os hábitos de higiene levantados pelo questionário aplicado curiosamente apontaram para uma alta incidência de níveis altos de cuidados com a mesmo em alunos com parasitoses. Por fim, o expresso interesse dos alunos em que a escola amplie as possibilidades didáticas na condução das aulas e nas diversas outras formas de construção de conhecimento evidenciam a necessidade de um replanejamento nas ações pedagógicas de forma a motivar os alunos e situá-los como cidadãos responsáveis pela disseminação destes conhecimentos em seu meio social. Desta forma a atuação escolar pode caminhar para seu real e pertinente papel de promotora de uma educação humanizada e alicerçada em preceitos de preservação e manutenção de qualidade de vida para todos.

Palavras-chave: Alto Solimões, Higiene e Saúde, Parasitas intestinais.

Biografia do Autor

Anilson Rodrigues Ataíde

Graduação em Ciências Biologia e Química, Instituto de Natureza e Cultura (INC/UFAM).

Agno Nonato Serrão Acioli, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Doutorado e Mestrado em Ciências Biológicas (área de concentração em Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 2007 e 2001, respectivamente. Graduado em Agronomia pela Universidade Federal do Amazonas, 1998. Atualmente é professor do Curso de Agronomia na Faculdade de Ciências Agrárias/Universidade Federal do Amazonas (INC/UFAM) em Manaus, Amazonas

Tatyanna Mariúcha de Araújo Pantoja, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Professora Efetiva da Universidade Federal do Amazonas UFAM, Doutora em Zoologia pelo Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG, Mestre em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, Graduada em Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Pará – UFPA

Renato Abreu Lima, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Possui graduação em Ciências Biológicas (Licenciatura e Bacharelado) pelo Centro Universitário São Lucas, Especialista em Gestão Ambiental pela mesma instituição, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e Doutor em Biodiversidade e Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atualmente, é professor do Magistério Superior da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Publicado
2021-07-01