A SUBVERSÃO FEMININA NA REESCRITA DO MITO DE PENÉLOPE EM A ODISSEIA DE PENÉLOPE, DE MARGARET ATWOOD

  • Sara Almieira da Rocha Universidade Federal do Amazonas

Resumo

Este artigo científico teve a intenção de discutir como ocorre a subversão da mulher, por meio da obra A odisséia de Penélope, de Margareth Atwood, explorando a desconstrução da mulher submissa à qual Penélope estava assujeitada na Odisséia de Homero. A autora procurou narrar, juntamente com fatos míticos, a história de Penélope e das escravas de Odisseu, dando voz às personagens femininas que se intercalam ao recontar suas histórias de vida a partir de seus nascimentos até a volta de Odisseu. A alternativa que ela encontrou para relatar os respectivos acontecimentos foi a formação de um coro, no qual através de cantos, elas declamam, dançam e cantam o quanto são vistas como objetos sexuais. Mostram, assim, um ponto de vista diferente daquele proposto por Homero. A partir disto, a obra adquire uma linguagem própria, caracterizando a narrativa com um estilo diversificado de gênero, permitindo a desconstrução de herói atribuída a Odisseu. Para sustentar as contestações feitas nesta análise, apoiamo-nos nas teorias feministas de autores como Alves e Pitanguy (1985), Zolin (2003a e b); Bonnici (2007), dentre outros.

 

Palavras-Chave: Mito. Subversão. Feminismo. Desconstrução

Biografia do Autor

Sara Almieira da Rocha, Universidade Federal do Amazonas

Graduanda do Curso de Letras da Universidade Federal do Amazonas, campus Vale do Rio Madeira,  IEAA

Publicado
2020-05-29