OS IMPACTOS DA PRECARIEDADE SANITÁRIA NA SAÚDE PÚBLICA: UMA ANÁLISE DAS INTERNAÇÕES POR DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA NO AMAZONAS

Autores

  • Lohaine Battisti Tedesco de Andrade Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Lenice Ypiranga Benevides de Araujo Vieira Sá Universidade Federal do Amazonas (UFAM) https://orcid.org/0000-0001-5656-1665

Palavras-chave:

saneamento básico; saúde pública; morbimortalidade; desigualdade regional; Amazonas

Resumo

Resumo: O saneamento básico inadequado permanece como um dos principais determinantes de saúde no Brasil, com déficits graves na Região Norte. Este artigo analisa os impactos da precariedade da infraestrutura de saneamento nas condições de saúde da população do Amazonas com foco na morbimortalidade associada (Trata Brasil, 2022 e 2024). A pesquisa, de caráter descritivo, baseou-se em dados secundários de fontes oficiais, como IBGE, SNIS/SINISA e DATASUS (2022-2024). Foram analisados indicadores de cobertura de água e esgoto em contraste com as taxas de internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Inadequado DRSAI (DATASUS, 2024). Os resultados apontam que o Amazonas apresenta um cenário crítico, com taxa de 15,33 internações por 10 mil habitantes, superior à média nacional (Trata Brasil, 2024). As doenças gastrointestinais infecciosas representam a maior carga (5.459 internações), seguidas pelas arboviroses (998 internações) (DATASUS, 2024). Segundo os dados coletados no DATASUS (2024), dentre as regiões do interior, como o Baixo Amazonas (356,6) e o Alto Solimões (324) são observadas maiores médias de internação por município, evidenciando, portanto, uma forte desigualdade socioespacial. Conclui-se que o déficit de saneamento está diretamente relacionado à elevada carga de doenças e custos ao SUS, demandando políticas de infraestrutura como uma ação de saúde preventiva.

Palavras-chave: saneamento básico; saúde pública; morbimortalidade; desigualdade regional; Amazonas.

 

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Publicado

2026-01-01