O olhar da Fenomenologia-Existencial sobre o ser-amazônida membro de cultos de matriz africana no Amazonas
Palavras-chave:
Ser-amazônida, Cultos de Matriz Africana, religiosidade amazônica, Fenomenologia.Resumo
O sagrado, sempre se fez presente na vida do ser humano voltado a prática de sua religiosidade ou espiritualidade, portanto o fenômeno religioso através da busca mística e da prática do sincretismo envolve uma miscelânea de práticas e rituais que visam proporcionar o bem-estar do sujeito permeia o contexto da civilização humana e não seria diferente na região que habitamos, a Amazônia. O objetivo deste estudo foi compreender como o amazônida, em específico o do Amazonas, compreende sua historicidade desde a imersão inicial em cultos de matriz africana, tendo como base de análise a fenomenologia-existencial. È uma pesquisa de natureza qualitativa e utilizou o método fenomenológico em suas caracterizações descritiva, exploratória e reflexiva. Foi utilizada a entrevista fenomenológica efetuada com 11 participantes de práticas religiosas orientadas pela Federação de Umbanda e Cultos de Matriz Afro Brasileira do Estado do Amazonas – FUCABEAM. Realizaram-se entrevistas áudio gravadas no período de março a agosto de 2015. Foram elaboradas algumas categorias e, neste estudo são apresentadas duas delas e suas subcategorias: Viver na religião: O mundo vivido; Constituindo um novo ser: a subjetividade O sentido de ser-membro de religião de matriz africana; o sentido de assumir as características de personalidade de seus mestres ou guias; o sentido para as facticidades vivenciadas cotidianamente que resultaram em ser quem são hoje, dirigentes de terreiros/barracões, responsabilizando-se por cada um daqueles que os procuram, no objetivo de propugnar conhecimento, alívio, cuidado. Conclui-se que ser-membro de religião de matriz africana é experienciar continuamente o cuidado para com o outro, responsabilizando-se por cada um daqueles que os procuram, no objetivo de propugnar conhecimento, alívio, cuidado e onde a afetividade é o móvel de toda a processualidade do existir.