Dinâmicas de internação e tratamento de mulheres no hospício Juliano Moreira, Belém/PA

Autores

Palavras-chave:

hospício; reforma psiquiátrica; internação, gênero, fenomenologia.

Resumo

O hospício Juliano Moreira (JM), fundado em 1919 em Belém do Pará foi uma das principais instituições psiquiátricas do norte do Brasil. Nos seus primeiros anos, o hospício enfrentou problemas como superlotação e condições precárias, refletindo o modelo tradicional de tratamento baseado no isolamento dos pacientes. Conhecer a história do hospício é um importante marco para não se repetir práticas psiquiátricas pautadas em internação forçada, diagnósticos equivocados, isolamento e eletrochoque. A abordagem da saúde integral/mental de mulheres exige tratamento digno e inclusivo, de modo a não ‘encarcerar’ mulheres, mesmo na ausência de “patologias” mentais, seja por familiares, policiais e ou psiquiatras. Assim, apresentamos uma revisão de literatura do perfil clínico das internas do JM, em um levantamento de documentos públicos do Arquivo Público do Pará, e de literatura científica sobre saúde mental de mulheres, pós-reforma psiquiátrica brasileira, estudos de gênero e fenomenológicos. Espera-se desvelar mecanismos de dominação fundados no eufemismo de “tratamento” em saúde mental, e apresentar estratégias de humanização.

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Biografia do Autor

Letícia Marlene Figueiredo, Universidade Federal do Pará

Mestre em Psicologia pela UFPA. Doutoranda em Psicologia pela UFPA/PPGP E-mail: leticiamsfigueiredo.psi@gmail.com Orcid: https://orcid.org/0000-0003-2588-3586

Adelma Pimentel, Universidade Federal do Pará

Titular na Universidade Federal do Pará. Programa de Pós-graduação em Psicologia. Pós-doutorado em Saúde Coletiva pela UFPR Orcid: https://orcid.org/0000-0003-0048-4976 E-mail: adelmapimtel@gmail.com

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Publicado

2025-11-28

Edição

Seção

Artigos