O caminhar de usuários e familiares pós-comunicação do diagnóstico de transtornos psiquiátricos acompanhados por um CAPS em cidade da região Norte
Palabras clave:
Transtorno psiquiátrico; usuário; familiar; Fenomenologia; HeideggerResumen
A vivência da comunicação do diagnóstico de um transtorno mental implica em uma série de questões emocionais que mobilizam a pessoa acometida e seus familiares e/ou acompanhantes no sentido de questionar o próprio existir. Os transtornos psiquiátricos são exemplos de condição crônica de saúde que tem curso progressivo e incapacitante, que configura problema de saúde pública e impõe enorme desafio para a assistência e o ajustamento psicossocial do paciente e poucas pesquisas têm sido realizadas sobre a concepção que usuários e familiares têm da comunicação do diagnóstico. Este estudo tem por objetivo compreender a percepção da comunicação do diagnóstico de transtornos psiquiátricos de usuários e seus familiares a luz da filosofia de Martin Heidegger – sentidos e significados nos discursos. É resultado de uma dissertação e se insere no campo da Psicologia da Saúde e na linha de pesquisa Psicologia e Fenomenologia, do Laboratório de Psicologia Fenomenológico-Existencial FAPSI/UFAM/CNPq. Trata-se de um estudo amparado na abordagem qualitativa de pesquisa, utilizando o método fenomenológico de pesquisa em Psicologia com caráter descritivo, exploratório e reflexivo. A análise das entrevistas utilizou o pensamento de Martin Heidegger. O método utilizado foi o fenomenológico-psicológico de pesquisa em psicologia. Foi utilizada entrevista fenomenológica áudio gravada, que partiu de questão norteadora, com desdobramentos após ser enunciada. Os participantes foram 12 usuários e 3 familiares. Foram extraídas do estudo duas categorias com sub-categorias: 1. Comunicação do diagnóstico: eu me nego a aceitar o veredicto; 2. Ser-com-o-outro: a vivência do apoio e do não-apoio. Conclui-se que a partir da comunicação do diagnóstico de transtorno psiquiátrico se fazem presentes uma série de elementos que redimensionam a existência de usuários e familiares acompanhados por instituição de saúde mental, o que caracteriza a pluridimensionalidade do ser diante da facticidade.