Minha casa é aqui dentro: o sentido social do arranjo da casa de Amanã

Autores

  • Thatyana de Souza Marques Universidade Federal do Amazonas

DOI:

https://doi.org/10.29327/233099.11.2-3

Palavras-chave:

casa, objetos, pertencimento

Resumo

Esta pesquisa tem como objetivo compreender os elementos e condições para que um espaço arquitetônico adquira o status de lar. Inicialmente, tinha como foco os objetos que compõem os ambientes da casa. Do ponto de vista arquitetônico, ao conceber uma casa, deve-se pensar no que colocar lá dentro, onde e como colocar os objetos que compõem o espaço. Essa perspectiva baseia-se no conceito de arranjo. Os sujeitos da pesquisa – moradores da localidade Boa Esperança, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amaná (RDSA) e a permanência em suas casas me fizeram ampliar a perspectiva arquitetônica. O trabalho de campo compreendeu na estada da morada de um grupo doméstico da comunidade Boa Esperança, no uso de entrevistas gravadas e no registro fotográfico. A pesquisa revelou que o sentido social do arranjo é possibilitar a interação entre os residentes e não residentes da casa. Mas o que torna uma casa de moradia para aqueles que a residem é estar inserido nesse lugar: o lago Amanã. “Minha casa é aqui dentro” resume o sentimento de pertencimento à região, que é o elemento que possibilita que esse espaço arquitetônico adquira o status de lar. Aqui dentro é a relação com o histórico de ocupação, com o parentesco, com as atividades produtivas, com o viver em comunidade e com a dinâmica ambiental.

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Biografia do Autor

Thatyana de Souza Marques, Universidade Federal do Amazonas

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação Sociedade e Cultura da Amazônia (PPGSCA) na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM).

Referências

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Publicado

25-01-2026

Como Citar

MARQUES, T. de S. Minha casa é aqui dentro: o sentido social do arranjo da casa de Amanã. Somanlu: Revista de Estudos Amazônicos, Manaus, v. 11, n. 2, p. p. 59–79, 2026. DOI: 10.29327/233099.11.2-3. Disponível em: //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/somanlu/article/view/522. Acesso em: 28 jan. 2026.

Edição

Seção

Artigos