Resistências e mobilizações das comunidades no Pará: entre novos e velhos discursos sobre modelos de desenvolvimento na Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.29327/233099.12.2-6Palavras-chave:
Comunidades tradicionais, desenvolvimento, resistência, mobilizaçãoResumo
O artigo apresenta três pesquisas realizadas no Pará: o estudo sobre e Juruti no baixo Amazonas expõe a experiência de comunidades tradicionais construídas ao longo da história em resistência à Alcoa; a hidrelétrica de Belo Monte no sudoeste do Estado no qual expõe os discursos e práticas do Estado, da igreja e movimentos sociais; e a pesquisa sobre os impactos do dendê nordeste do Pará, em que a consolidação da monocultura, na atualidade, são implementados de forma articulada por uma diversidade de atores e instrumentos. Nesse contexto, partimos de análises do discurso articulado com as demandas da sociedade nessa virada do século 21, e mais propriamente a influência ideológica que ambas exercem pelo discurso de sustentabilidade ambiental e social, empregabilidade e inclusão na agricultura familiar. Enfatiza-se em especial resistências e mobilizações de comunidades e movimentos sociais em contraposição à articulação do capital financeiro expondo assim concepções de modelos de desenvolvimento implementados na Amazônia.
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