Manduarisawa //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa <p><audio class="audio-for-speech"></audio>A <strong>MANDUARISAWA - Revista Discente do Curso de História da Universidade Federal do Amazonas (UFAM)</strong> nasceu da inquietação de jovens acadêmicos que almejavam contribuir e incentivar a produção do conhecimento científico na Amazônia tendo por objetivo ser um periódico semestral, sem custos e de acesso aberto vinculada ao Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas (PPGH-UFAM). O periódico conta com a participação, no seu corpo editorial, de alunos da graduação no Curso de Licenciatura Plena em História do estado do Amazonas e de alunos do Programa de Pós-graduação em História (PPGH/UFAM), o quadro de pareceristas é composto por pesquisadores de todo o país. A Revista visa publicar artigos, resenhas, ensaios acadêmicos, relatos de experiência, pesquisa de experiência em docência, entrevistas produzidas por estudantes de Graduação e Pós-Graduação interessados no campo da História e demais Ciências Humanas.</p> pt-BR revistadiscentehistoriaufam@gmail.com (Manduarisawa - Equipe Editorial) revistadiscentehistoriaufam@gmail.com (Manduarisawa) Fri, 14 Feb 2025 00:00:00 +0000 OJS 3.3.0.8 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Apresentação Dossiê - História das Elites e das relações de Poder na Amazônia //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/19627 <p>Apresentação Dossiê</p> Daniel Rodrigues de Lima, Márcia Cristina Grana de Almeida Copyright (c) 2026 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/19627 Wed, 11 Mar 2026 00:00:00 +0000 No Tribunal da Imprensa: Magalhães Barata e a Ameaça Comunista no Pará (1935-1937) //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17969 <p>O artigo analisa a campanha anticomunista liderada por Paulo Maranhão contra o militar e político Magalhães Barata, materializada no jornal <em>Folha do Norte</em> de Belém do Pará, durante os anos de 1930. Magalhães Barata exerceu o cargo de interventor pela primeira vez no Pará entre os anos de 1930 e 1935, deixando o estado em um contexto de extremada disputa política e cisão no próprio bloco governista. Sua saída esteve em contraste com a fortificação da oposição local, grupo que tinha como um dos líderes a figura de Paulo Maranhão, diretor e proprietário do principal jornal da capital paraense. Diante da onda anticomunista presente no Brasil do período, Magalhães Barata, o principal político paraense durante a Era Vargas, foi acusado pela oposição de ser adepto do comunismo. A partir dos episódios de acusação e de defesa em torno da possível participação de Magalhães Barata no movimento comunista, possibilitou-se vislumbrar estratégias adotadas pelas elites políticas paraenses durante o período.</p> Marcos Bezerra Lima Copyright (c) 2026 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17969 Wed, 11 Mar 2026 00:00:00 +0000 História, Gênero e Justiça do Trabalho no interior do Estado do Amazonas (décadas de 1970 e 1980) //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/18615 <p><span style="font-weight: 400;">A presente pesquisa busca verticalizar a investigação sobre questões de gênero evidenciadas por meio da análise de processos trabalhistas da Junta de Conciliação e Julgamento de Itacoatiara nas décadas de 1970 e 1980, trazendo enfoque adicional para a análise de casos envolvendo trabalhadoras domésticas no período. A partir da problematização de trajetórias de trabalhadoras em lutas e demandas na justiça trabalhista no interior do estado Amazonas, procura-se refletir sobre perspectivas táticas de organização e resistência como cultura solidária de gênero naquele momento e lugar social, destacando os desafios específicos enfrentados pelas trabalhadoras domésticas, o mais das vezes marginalizadas e desprotegidas pelo sistema judicial. Trata-se aqui de formas de invenção de democracia e direitos, o que ao fim e ao cabo institui formas de justiça e mesmo alargamento de limites sociais de atuação do próprio foro trabalhista na região, contribuição fundamental para o reconhecimento, mais recentemente, das trabalhadoras domésticas no escopo das políticas trabalhistas e de gênero. O conjunto documental previamente levantado indica a possibilidade de discussão e compreensão de temas acerca da reivindicação e consolidação do direito das mulheres por criação de resistências que apontam para uma cultura amazônica de diálogos sociais constituídos de dentro de modos próprios de viver e de trabalhar, incluindo as especificidades do trabalho doméstico e esforços para obter reconhecimento e proteção legal nesse meio. Procura-se nesta pesquisa revalorizar as experiências comuns e coletivas de trabalhadoras domésticas no espaço da Justiça, como sujeitos históricos que apostam em seu direito de participação social, por condições de igualdade social, econômica e de gênero no mundo do trabalho.</span></p> Sophia Aquino Copyright (c) 2026 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/18615 Wed, 11 Mar 2026 00:00:00 +0000 A Coalização Política no Estado do Amazonas pós-rebelião Tenentista e Interventoria Federal de Alfredo Sá (1924-1925): A União da Família Amazonense //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17966 <p>O artigo tenciona analisar como a intervenção federal não rompeu com o passado oligárquico, mas antes o reconfigurou. À frente do poder executivo amazonense, Alfredo Sá foi incumbido de restaurar o mando constitucional, na sequência de acontecimentos que puseram fim ao “governo revolucionário” do tenente Ribeiro Junior (principal líder do movimento tenentista em Manaus, entre 23 de julho e 28 de agosto de 1924). A interventoria foi a oportunidade para que algumas facções das oligarquias amazonenses se repactuassem, no intuito de ocupar suas posições políticas perdidas, inclusive, anteriormente ao movimento liderado pelo tenente Ribeiro Junior. Visto que o Estado do Amazonas continuava a sofrer uma enorme crise econômica, que se refletia na vida política, o texto visa evidenciar, a partir do corpus documental pertinente, as iniciativas para a reorganização da economia e do aparelho administrativo do Amazonas, as quais teriam causado, por sua vez, grande oportunidade para a repactuação política entre setores oligárquicos, revelando a resiliência das elites políticas que voltariam a governar o Estado do Amazonas na última fase da Primeira República (1926-1930).</p> Giovanna Cristina Farias Santos Copyright (c) 2026 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17966 Wed, 11 Mar 2026 00:00:00 +0000 Memória da luta pela moradia no bairro do Coroado em Manaus (AM) //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17771 <p>Este artigo visa analisar o papel dos movimentos sociais de moradores na ocupação dos lotes de terras da Universidade Federal do Amazonas - UFAM em Manaus, assim como a resposta das administrações da universidade diante dessa situação. Além disso, o estudo considera o processo de migração e assentamento de populações provenientes tanto do interior do Amazonas quanto de outros estados brasileiros nas terras da universidade. A pesquisa foi desenvolvida a partir de fontes escritas e orais. As fontes escritas incluem textos de pesquisadores que abordaram a história de Manaus no século XX, cobrindo acontecimentos que vão desde o auge do ciclo da borracha até a criação da Zona Franca. Já as fontes orais consistem em relatos de antigos moradores do bairro, que participaram da ocupação dessas terras, e a entrevista de um Guarda Patrimonial da UFAM, que esteve envolvido no processo de contenção das ocupações.</p> André Firmino Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17771 Sun, 16 Nov 2025 00:00:00 +0000 Arqueologia Amazônica e o Patrimônio Digital: Cerâmicas índigenas da Amazônia Central e a preservação da Memória através de Acervos Virtuais //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/18593 <p>Esta pesquisa busca analisar e catalogar as coleções cerâmicas da Amazônia Central, com ênfase na Fase Guarita, presentes no laboratório de Arqueologia da Universidade Federal do Amazonas, vinculado ao Museu Amazônico, articulando arqueologia, história indígena e o patrimônio digital. Ao fazer isto, este estudo visa democratizar o acesso ao conhecimento arqueológico, aproximando pesquisadores, estudantes e o público não acadêmico em geral, pois ao inserir as peças cerâmicas e seus contextos em um banco de imagens digital, promove-se a preservação e a difusão da cultura dos povos originários. Para isso, foi desenvolvido um sistema de catalogação informatizado, integrando nele coleções já existentes e novas descobertas no acervo digital disponível no site do Museu Amazônico¹. O trabalho também reflete sobre como a historiografia estigmatizou a figura do indigena no Brasil, defendendo assim uma abordagem mais crítica e inclusiva. Neste sentido, o patrimônio digital surge como uma ferramenta de valorização da memória indígena e de fortalecimento da identidade cultural na Amazônia.</p> André Luiz de Vasconcelos Fidelis Junior Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/18593 Wed, 19 Nov 2025 00:00:00 +0000 A História da Infância na Amazônia Colonial: Um panorama historiográfico //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/18574 <p>A História da Infância e da criança como objetos de investigação histórica são temas recentes no âmago da historiografia ocidental e surgem no ensejo das renovações historiográficas que permearam o século XX. No Brasil, o interesse por essa temática é ainda mais recente e, no que diz respeito à História da Infância na Amazônia Colonial, é um percurso de estudos que ainda está sendo trilhado. No presente artigo, apresenta-se um panorama bibliográfico acerca das produções que tratam da História da Infância e da criança, no âmbito da historiografia sobre a região amazônica que aborda o período colonial, bem como buscou-se identificar nessas produções matrizes teóricas e metodológicas usadas pelos autores, comparando-as com inovações temáticas e metodológicas introduzidas pela Nova História Colonial, produzida no Brasil. Para tanto, valeu-se do método quantitativo para o levantamento, do comparativo e de cotejamento para fazer as possíveis comparações.</p> Shayrula Alice Ferreira Dalloo Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/18574 Thu, 04 Dec 2025 00:00:00 +0000 Filhos de Clio: a primeira geração de historiadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/16103 <p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O curso de História da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) foi criado através da Resolução n° 003/80 de 14 de agosto de 1980, sendo autorizado a funcionar a partir do primeiro semestre de 1981. Sua criação se deu pela acertada justificativa de que existia uma carência de professores de História na educação básica, até então suprida por profissionais de outras áreas correlatas. A primeira geração de historiadores da UFAM, da qual fazem parte Francisco Jorge dos Santos, Geraldo Pantaleão Sá Peixoto Pinheiro, Vânia Maria Tereza Novoa Tadros, Patrícia Maria Alves de Melo, Sínval Carlos Mello Gonçalves, Hideraldo Lima da Costa e Luiz Francisco Rodrigues Barreiro Bitton Telles da Rocha, e coordenada pelo professor José Ribamar Bessa Freire, foi responsável pela institucionalização do curso e pela renovação da História no Amazonas, produzindo trabalhos seminais para nossa historiografia. No presente artigo foi reconstituída a trajetória desse grupo e foram analisadas suas produções acadêmicas, de forma a destacar sua importância para a pesquisa histórica amazonense.</span></span></span></p> <p class="western" align="justify">&nbsp;</p> <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><strong>Palavras-chave: </strong></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;">Historiadores; UFAM; Historiografia.</span></p> Fábio Augusto de Carvalho Pedrosa Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/16103 Wed, 25 Jun 2025 00:00:00 +0000 A Atuação Missionária Católica em Moçambique e os Movimentos Anticoloniais (1950-1960) //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/10759 <p>Este artigo é fruto e resultado de uma pesquisa de Iniciação Científica (IC), onde buscou-se contribuir, de alguma forma, para o preenchimento de lacunas acerca dos Estudos Africanos no Brasil, sobretudo, no Amazonas, para uma maior compreensão dos diferentes contextos dentro do continente africano. Esta pesquisa teve como objeto de estudo as articulações que antecederam a independência de Moçambique, sobretudo, o papel das missões católicas nesse contexto. Durante a metade do século XX, observa-se um aumento dessas missões católicas em Moçambique, paralelamente a isso, percebe-se atravessar perante a África movimentos nacionalistas, anticoloniais, e de cunho emancipatório. Desta forma, o artigo tem como objetivo compreender como tais missões atuaram em movimentos que antecederam a independência, analisando seu papel para a formação de uma força anticolonial.</p> Adrian Nunes de Oliveira Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/10759 Sat, 05 Jul 2025 00:00:00 +0000 O status da magia nos Contos da Cantuária (Séc. XIV) //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17488 <p><span style="font-weight: 400;">O livro </span><em><span style="font-weight: 400;">Os Contos da Cantuária</span></em><span style="font-weight: 400;">, escrito por Geoffrey Chaucer (c. 1340-1400), poeta inglês e também um viajante ativo, conta a história de um grupo de pessoas em peregrinação ao túmulo de São Tomás Becket. Durante essa peregrinação, cada personagem vai contando histórias. Produzida no final do século XIV, a obra é uma importante fonte histórica onde se pode extrair várias questões sobre os homens e mulheres da Idade Média, por causa da diversidade de personagens apresentados e as posições que ocupavam (monges, cavaleiros, comerciantes, freiras entre outros). Nas histórias contadas para passar o tempo, manifestam-se diversos conhecimentos do período medieval, como: teologia, ciência médica, comércio e - o principal, para este trabalho - de magia. Este artigo busca elucidar, a partir das representações contidas em algumas histórias na obra de Chaucer, qual era a posição que as práticas mágicas (como a alquimia e astrologia) ocupavam no imaginário, bem como no cotidiano dos medievais.</span></p> Joao Alves Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17488 Sat, 15 Feb 2025 00:00:00 +0000 A fábrica da paróquia e o bispo: política ultramontana e o patrimônio eclesiástico no primeiro bispado de Alagoas (1901 a 1910) //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/16196 <p>O texto a seguir analisa as representações da "política ultramontana" e sua relação com o patrimônio eclesiástico durante o bispado de Dom Antônio Castilho Brandão em Alagoas (1901-1910). O estudo se concentra no período posterior à Proclamação da República, buscando compreender como Dom Antônio, alinhado ao projeto católico da época, administrou o patrimônio da Igreja, normatizou práticas religiosas e disciplinou o clero. Reconhecido por seus biógrafos como o fundador do seminário diocesano, Dom Antônio demonstrava grande preocupação com a gestão dos bens patrimoniais da Igreja, como evidenciado em suas correspondências com os párocos. Utilizando-se da História Cultural (CHARTIER, 1989) e da análise crítica do discurso (FAIRCLOUGH, 2001), o estudo busca desvendar os elementos e as adaptações do projeto de reestruturação do catolicismo em Alagoas durante as primeiras décadas da República.</p> <p> </p> <p><em>Palavras-chave</em>: Ultramontanismo. Patrimônio Eclesiástico. História de Alagoas.</p> César Leandro Santos Gomes Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/16196 Sat, 15 Feb 2025 00:00:00 +0000 Raízes históricas do Serviço Social no Amazonas: a formação profissional entre as décadas de 1940 e 1950 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17822 <p>O presente artigo destaca os primeiros caminhos da fundação e funcionamento da Escola de Serviço Social no Amazonas nas décadas de 1940 e 1950. Em relação aos procedimentos metodológicos, o estudo constitui-se como uma pesquisa exploratória. O delineamento é bibliográfico e documental e foi utilizada a abordagem qualitativa e quantitativa A pesquisa revelou que a fundação da escola foi influenciada pela orientação franco-belga, enquanto nos primeiros anos de funcionamento, a instituição foi marcada pela influência da vertente norte-americana. A matriz curricular do curso incluía várias disciplinas influenciadas pelo movimento higienista, com foco em áreas relacionadas à saúde. A década de 1950 aponta uma progressiva expansão da Escola de Serviço Social de Manaus, através do fortalecimento de intercâmbios institucionais e parcerias, consolidando sua relevância na formação do Serviço Social na região.ão.</p> Hilary da Silva da Cruz, Roberta Ferreira Coelho de Andrade Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17822 Mon, 21 Jul 2025 00:00:00 +0000 Em defesa da terra e da vida: a luta dos Povos indígenas do médio Solimões pela manutenção e preservação de seus territórios //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/15698 <p>O artigo em tela tem como finalidade mapear e analisar aspectos da luta dos povos indígenas no médio Solimões pela preservação e manutenção dos seus territórios. Para isso, num primeiro momento, buscamos reconstituir as investidas que as diversas etnias indígenas sofreram sobre as suas áreas ao longo do tempo, ressaltando as formas e caminhos trilhados por elas para resistir e sobreviver. Em seguida, intentamos identificar as áreas indígenas demarcadas ou não existentes no médio Solimões, traçando um breve perfil delas e, por fim, as salientamos as variadas agressões sofridas por esses povos na atualidade.</p> Francisca Cardoso da Silva, Luciano Everton Costa Teles, Fábio Pereira dos Santos Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/15698 Thu, 21 Aug 2025 00:00:00 +0000 Atuação do Museu Amazônico - UFAM: O uso da Cultura Material na produção de uma História originária inclusiva //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17681 <p><span class="TextRun SCXW90941243 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW90941243 BCX0">O presente artigo visa analisar as atividades do Laboratório de Arqueologia</span><span class="NormalTextRun SCXW90941243 BCX0">/Museu Amazônico</span><span class="NormalTextRun SCXW90941243 BCX0"> da U</span><span class="NormalTextRun SCXW90941243 BCX0">niversidade Federal do Amazonas</span><span class="NormalTextRun SCXW90941243 BCX0"> e o uso do seu acervo arqueológico sobre um amplo contexto da relação entre patrimônio material e a comunidade que o cerca.</span><span class="NormalTextRun SCXW90941243 BCX0">&nbsp;</span> <span class="NormalTextRun SCXW90941243 BCX0">Nesse âmbito, abrange-se a criação de um museu interno, a promoção de visitas escolares ao espaço e as dinâmicas pedagógicas exercidas, também como a atuação direta de arqueólogos indígenas na catalogação do acervo presente. Á isso, somam-se as variadas narrativas sociopolíticas e culturais produzidas por agentes indígenas e não-indígenas acerca da história dos povos originários provenientes do estudo da cultura material e do seu impacto na formação educacional básica no passado e no tempo presente.</span></span><span class="EOP SCXW90941243 BCX0" data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559740&quot;:360}">&nbsp;</span></p> Moisés Cruz Simão Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17681 Sat, 05 Jul 2025 00:00:00 +0000 "Influenzaphobia": medo e morte no contexto da gripe espanhola em Sergipe //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17747 <p>O presente artigo objetiva investigar a relação entre a crise sanitária decorrente da epidemia de gripe espanhola em Sergipe e a manifestação individual e/ou coletiva do sentimento de medo na sociedade local. O recorte temporal da análise corresponde ao quadrimestre que se estende dos meses de setembro a dezembro de 1918, intervalo esse que abrange tanto a fase que precedeu a disseminação da influenza no estado, quanto o surto epidêmico sergipano. Periódicos publicados à época na capital Aracaju constituem o aparato de fontes utilizadas na pesquisa em questão, que, por seu turno, embasa-se em discussões teórico-metodológicas referentes ao medo e à morte na historiografia, assim como em abordagens relacionadas à evolução dessa epidemia no Brasil, de maneira geral, e em Sergipe, de modo particular. Suscita-se a hipótese de que, por intermédio da imprensa, a gripe espanhola se tornou capaz de atemorizar a população sergipana, em função do teor dos textos jornalísticos e da presença de uma subjetividade inerente ao discurso dos redatores.</p> Matheus Honorato da Silva Santos Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/17747 Sat, 20 Sep 2025 00:00:00 +0000 História e Literatura: uma análise do livro “ NARRATIVA DE UMA CIDADE ENCANTADA OU ALEGORIA DE UMA HISTÓRIA TRÁGICA: DIÁLOGOS ENTRE HISTÓRIA & LITERATURA EM ÓRFÃOS DO ELDORADO, DE MILTON HATOUM”, do historiador Arcângelo da Silva Ferreira //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/16370 <p>Ferreira, por meio dessa análise, demonstra que Hatoum, ao desmistificar o Eldorado e explorar suas tragédias e esquecimentos, não apenas cria uma narrativa que desafia as versões idealizadas da história amazônica, mas também humaniza os indivíduos que sobreviveram às adversidades desse passado. Na resenha de Narrativa de uma cidade encantada ou alegoria de uma história trágica, Arcângelo da Silva Ferreira revela o potencial de Órfãos do Eldorado como uma obra que cruza fronteiras entre a história e a literatura para fornecer um entendimento mais amplo da Amazônia. Ferreira pontua como Hatoum oferece uma representação complexa e crítica que contribui para a desconstrução de mitos históricos, além de ressaltar as histórias silenciadas de sujeitos marginalizados. A obra de Hatoum, segundo Ferreira, não apenas se insere no imaginário literário da Amazônia, mas também propõe uma reflexão sobre a necessidade de revisitar criticamente o passado para compreender as contínuas transformações e desafios da região no presente. Assim, Ferreira consegue, de forma convincente, demonstrar que a literatura pode atuar como uma poderosa ferramenta de resistência e memória, especialmente em contextos onde a história oficial ainda privilegia os vencedores em detrimento dos vencidos. A resenha evidencia que Narrativa de uma cidade encantada ou alegoria de uma história trágica é uma leitura essencial para aqueles que buscam um olhar mais crítico e sensível sobre a Amazônia, convidando os leitores a enxergar além dos estereótipos e a refletir sobre a complexa relação entre história, memória e identidade.</p> Daniel Rodrigues de Lima Copyright (c) 2025 //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/manduarisawa/article/view/16370 Wed, 16 Apr 2025 00:00:00 +0000