O RACISMO ESTRUTURAL NO COTIDIANO DE HUMAITÁ – AM
Palavras-chave:
Racismo estrutural - Desigualdade racial - Exclusão socialResumo
O artigo analisa o racismo estrutural no Brasil, rompendo com o mito da democracia racial e definindo-o como uma lógica social que perpetua a exclusão negra e indígena, enraizada na escravidão. No Amazonas, essa estrutura se manifesta de forma interseccional, impactando populações tradicionais e articulando-se com o racismo ambiental. O estudo qualitativo, realizado em Humaitá/AM, entrevistou sete pessoas negras e revelou que o racismo é uma realidade cotidiana e multifacetada, manifestando-se como racismo recreativo (insultos disfarçados de humor), violência simbólica (olhares) e discriminação interpessoal (no trabalho e na vizinhança). Os relatos mostram o sofrimento e a dor causados por essa exclusão, mas também revelam estratégias de resistência que variam da resignação à defesa ativa da dignidade, incluindo o recurso a denúncias legais. A conclusão é que, para superar o racismo na região, é necessária uma transformação profunda das estruturas de poder e a construção de uma sociedade baseada na justiça racial e na equidade.