Saúde Mental e Intervenção Psicossocial:
Um Mapeamento da Produção Cientifica
Palavras-chave:
Saúde Mental; Serviços de Saúde Mental; Intervenção Psicossocial; Revisão Integrativa;Resumo
O objetivo do artigo é sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre as intervenções psicossociais em saúde mental, identificando suas principais modalidades, populações-alvo, efetividade e desafios de implementação, por meio de uma Revisão Integrativa conduzida nas bases de dados PubMed, SciELO, PsycINFO e LILACS. Utilizaram-se descritores controlados e palavras-chave, sendo incluídos artigos publicados entre 2015-2025. A síntese dos estudos evidenciou quatro eixos centrais: a organização da Rede de Atenção Psicossocial frente à alta demanda em saúde mental; os desafios da atenção psicossocial, com destaque para o adoecimento dos profissionais e o preconceito contra os usuários; o perfil dos usuários e os determinantes da vulnerabilidade social; e as barreiras de acesso e suas implicações para a eficácia do cuidado. Observou-se que as intervenções psicossociais apresentam impacto positivo na promoção da autonomia, na reabilitação psicossocial e na redução de agravos, porém sua efetividade permanece limitada por precarização dos serviços, insuficiência de recursos e persistência do estigma associado ao sofrimento psíquico. Destaca-se a necessidade de fortalecimento do trabalho interdisciplinar, da articulação intersetorial e da ampliação das políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade. Com foco na Rede de Atenção Psicossocial e nos Centros de Atenção Psicossocial, o estudo evidencia a importância da Atenção Primária como ordenadora do cuidado em saúde mental. Conclui-se que a garantia dos direitos assegurados pela Reforma Psiquiátrica demanda investimentos contínuos, qualificação profissional e enfrentamento das desigualdades sociais para a efetiva consolidação do cuidado em liberdade no Sistema Único de Saúde no Brasil contemporâneo e em contextos locais diversos.