Revista Decifrar //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar <p style="text-align: justify; background: white;"><span lang="PT" style="color: black;"><strong>A Revista Decifrar </strong>tem o intuito de publicar artigos científicos de docentes e discentes da Pós-Graduação, de Instituições de Ensino Superior do Brasil e do exterior, interessados em apresentar resultados de suas pesquisas concluídas ou em andamento, haja vista que a disponibilização desses trabalhos online para o público especializado amplia a possibilidade de discussão em torno da Teoria e da Crítica Literária, bem como das Literaturas em Língua Portuguesa.</span></p> <p style="text-align: justify; background: white;"><span lang="PT" style="color: black;">A Revista Decifrar divulga textos inéditos e originais, em língua portuguesa, língua inlgesa, língua francesa e língua espanhola, com estudos na área de Letras, Artes e Humanidades em geral, nas subáreas literatura brasileira, portuguesa e outras literaturas. Constitui-se de um periódico semestral, destinado à publicação de artigos, dossiês, entrevistas, cartas, textos inéditos de artistas, bem como de resenhas de obras teóricas, críticas ou artísticas, de teses, de dissertações e de monografias. É organizada pelos professores pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Amazonas.</span></p> <p style="text-align: justify; background: white;"><span lang="PT" style="color: black;"><span style="color: #444444; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: helvetica,sans-serif; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; white-space: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"><span style="margin: 0px; padding: 0px; border: 0px currentColor; color: inherit; line-height: 1; font-family: inherit; font-size: 14px; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; vertical-align: baseline; font-stretch: inherit;">A Revista Decifrar utiliza o programa <strong>Plagius - Detector de Plágio</strong> na versão Pro em que os textos são submetidos não somente à verificação de plágio, mas também na detecção de utilização de Inteligência Artificial (ChatGPT).</span></span></span></p> <p style="text-align: justify; background: white;"><span lang="PT" style="color: black;"><span style="color: #444444; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: helvetica,sans-serif; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; white-space: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"><span style="margin: 0px; padding: 0px; border: 0px currentColor; color: inherit; line-height: 1; font-family: inherit; font-size: 14px; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; vertical-align: baseline; font-stretch: inherit;">Todos os artigos desta revista obedecem a licença Creative Commons - Attribution 4.0 International (CC BY 4.0)</span></span></span></p> <p style="text-align: justify; background: white;"><span lang="PT" style="color: black;">O periódico está indexado nas seguintes bases:</span></p> <p style="text-align: justify; background: white;"><span lang="PT" style="color: black;"><span style="color: #444444; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: helvetica,sans-serif; font-style: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; white-space: normal; font-variant-ligatures: normal; font-variant-caps: normal; -webkit-text-stroke-width: 0px; text-decoration-style: initial; text-decoration-color: initial;"><span style="margin: 0px; padding: 0px; border: 0px currentColor; color: inherit; line-height: 1; font-family: inherit; font-size: 14px; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; vertical-align: baseline; font-stretch: inherit;"><a href="https://sumarios.org/revista/revista-decifrar">Sumários.org</a> | <a href="https://journals.indexcopernicus.com/search/details?id=126563">Index Copernicus International</a> | <a href="https://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&amp;authuser=2&amp;user=51VSItMAAAAJ">Google Scholar</a> | <a href="http://diadorim.ibict.br/handle/1/456">Diadorim</a> | <a href="https://portal.issn.org/resource/ISSN/2318-2229">International Standart Serial Number</a> | <a href="https://portal.issn.org/resource/issn/2318-2229">Directory of Open Access scholarly Resources</a> | <a href="https://www.base-search.net/Search/Results?lookfor=revista+decifrar&amp;l=en&amp;refid=dcsuggesten">BASE</a> | <a href="https://www.latindex.org/latindex/ficha/20102">Latindex</a> | <a href="https://journalseeker.researchbib.com/view/issn/2318-2229">Academic Resource Index</a> | <a href="https://www.citefactor.org/journal/index/23210#.W9yE3-JRfIU">CiteFactor</a> | <a href="https://latinrev.flacso.org.ar/revistas/revista-decifrar">LatinRev</a> | <a href="https://link.periodicos.capes.gov.br/sfxlcl41?ctx_ver=Z39.88-2004&amp;ctx_enc=info:ofi/enc:UTF-8&amp;ctx_tim=2023-05-31T16%3A13%3A33IST&amp;url_ver=Z39.88-2004&amp;url_ctx_fmt=infofi/fmt:kev:mtx:ctx&amp;rfr_id=info:sid/primo.exlibrisgroup.com:primo3-Journal-CAPES_SFX_OPEN&amp;rft_val_fmt=info:ofi/fmt:kev:mtx:journal&amp;rft.genre=journal&amp;rft.jtitle=Revista%20Decifrar&amp;rft.issn=2318-2229&amp;rft_id=info:doi/&amp;rft.object_id=4340000000113675&amp;svc_val_fmt=info:ofi/fmt:kev:mtx:sch_svc&amp;svc.fulltext=yes&amp;rft_dat=%3CCAPES_SFX_OPEN%3E4340000000113675%3C/CAPES_SFX_OPEN%3E%3Cgrp_id%3E1814806347%3C/grp_id%3E%3Coa%3E%3C/oa%3E%3Curl%3E%3C/url%3E&amp;rft_id=info:oai/&amp;svc.fulltext=yes&amp;req.language=por&amp;rft_id=info:pmid/">Portal de Periódicos da CAPES</a> | <a href="https://periodicos.ufam.edu.br/">Portal de Periódicos da UFAM</a> |</span></span></span></p> <p style="text-align: justify; background: white;"><span lang="PT" style="color: black;"><strong>ISSN:</strong> 2318-2229 | <strong>Ano de Criação:</strong> 2013 | <strong>Área do Conhecimento:</strong> Letras | <strong>Periodicidade:</strong> Semestral, na modalidade fluxo contínuo | <strong>DOI</strong>: 10.29281 | <strong>QUALIS</strong>: B1</span></p> Editora da Universidade Federal do Amazonas - EDUA pt-BR Revista Decifrar 2318-2229 <p>Todos os artigos desta revista obedecem a licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons </a>- Attribution 4.0 International (CC BY 4.0).</p> <p><img src="//www.periodicos.ufam.edu.br/public/site/images/kenediazevedo/sem-ttulo-1-9d4dc52c8a49fa12b3eda1d64ce211ab.png" alt="" width="142" height="50" /></p> O MAR NOS OLHOS DE ROSA //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13914 <p>.</p> Rozalina Rodrigues Pereira Copyright (c) 2024 Rozalina Rodrigues Pereira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 235 235 BOBAGENS //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13763 <p>Coletânea de poemas sobre desejo.</p> Alfredo Ribeiro Pereira Copyright (c) 2024 Alfredo Ribeiro Pereira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 236 236 AS LÁGRIMAS QUE VOAM //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13873 <p>Conto melancólico, cujo personagem basilar é uma narradora.&nbsp;</p> Raeltom Santos Munizo Copyright (c) 2024 Raeltom Santos Munizo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 237 243 AS ÁGUAS COMO DEFINIDORAS DA CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA FEMININA AMAZÔNIDA //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13731 <p class="text" style="text-indent: 35.45pt;">A literatura brasileira infantil contemporânea produzida no Amazonas foi agraciada em 2023, com a obra infantil intitulada <em>Como uma Pipa no </em>Céu, da escritora Elaine Andreatta.</p> Luziene Pinheiro Copyright (c) 2024 Luziene Pinheiro https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 244 247 10.29281/rd.v11i22.13731 ENTREVISTA COM A ESCRITORA BRASILEIRA VERENILDE PEREIRA //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13897 <p>.</p> Sandra Godinho Copyright (c) 2024 Sandra Godinho https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 248 254 v. 11 n. 22 (2023): Revista Decifrar //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/14978 <p>Revista Decifrar</p> Os editores Copyright (c) 2024 Os editores https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 01 13 MULHERES “DE LETRAS”: ESCRITORAS AMAZONENSES NOS PERIÓDICOS LOCAIS DO INÍCIO DO SÉCULO XX E A SUBVERSÃO DE PAPÉIS DE GÊNERO PELA PUBLICAÇÃO //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13922 <p>É comum encontrarmos em artigos de periódicos amazonenses do início do século XX a expressão “homens de lettras”, que é atribuída a diversos tipos de atuações intelectuais desempenhadas por estes homens. Por exemplo, para se referir aos homens que frequentavam o salão do externato do colégio de Pedro II, ou aos dramaturgos e romancistas, ou quaisquer outros que pudessem utilizar de sua inteligência para desempenhar atividades e tarefas. Essa era inclusive a expressão usada para se referir aos homens que compunham a Sociedade Amazonense dos Homens de Lettras, no início do século XX. Esse é o motivo porque aqui chamaremos as mulheres escritoras amazonenses de mulheres “de lettras”. Trata-se de uma tentativa de retomada tardia de um título que por muito tempo elas não tiveram direito, ainda que utilizassem sua inteligência tanto quanto os homens para escrever e publicar seus escritos. Nesse processo de retomada, periódicos locais do Amazonas foram as fontes utilizadas para podermos fazer aqui a apresentação de algumas escritoras amazonenses que adentraram o espaço interdito da literatura e que transgrediram às expectativas em relação à escrita feminina, publicando suas obras mesmo que isso fosse desincentivado.&nbsp;</p> Bárbara Harianna de Cabral Maria Luiza Ugarte Pinheiro Copyright (c) 2024 Bárbara Harianna de Cabral https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 162 184 MEMÓRIA TRAUMÁTICA DO RACISMO EM “REVELAÇÕES DE CENAS DO COTIDIANO” //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/12848 <p>Averiguamos a representação da memória traumática na literatura afro-brasileira e afrofeminista contemporânea, tomando-se por exemplar a narrativa “Revelações de cenas do cotidiano”, que integra a coletânea <em>Negras Crônicas: </em>escurecendo os fatos (2019), autoria de vinte e quatro escritoras negras. A crônica escolhida evidencia a constituição do sujeito a partir da percepção interna das experiências do cotidiano, especificamente, no contexto de uma protagonista mulher e negra, que desde a infância lida com a opressão do racismo. Para alicerçar esta análise, recorremos aos entrelaçamentos da ficção literária com a história e a memória (LE GOFF, 1924; SELIGMANN-SILVA, 2008 e PEREIRA, 2014); às especificidades do gênero crônica (CANDIDO, 2003) e aos pressupostos teórico-críticos pós-coloniais, decoloniais e feministas, em exposições de: Mbembe (2001); Maldonado-Torres (2018); Almeida (2018) e Grada Kilomba (2019). Como resultado, identificamos que a crônica denuncia o racismo como cotidiano e gerador da memória traumática, enclave na vida da protagonista, e desvelada em efeitos-sintomas de violência (os estigmas pejorativos e a auto aversão). A narrativa analisada evoca o direito de narrar ao outro e a si mesmo o trauma, dando testemunho do infortúnio vivido. Portanto, abre espaço para o protagonismo negro, ressalta a resistência das memórias subalternizadas, e a relevância da produção literária afro-brasileira e afrofeminista em seu lugar de memória (PEREIRA, 2014). Trata-se, assim, de reconhecer algumas das principais questões refratadas na escrita de autoria feminina negra.</p> Elizane Souza dos Santos Henriques Copyright (c) 2024 ELIZANE SOUZA DOS SANTOS HENRIQUES, Professora https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 185 202 O LUGAR DA RESIDUALIDADE NA MODERNA CRÍTICA LITERÁRIA //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13674 <p>O presente trabalho tem como principal objetivo o apontamento de algumas reflexões acerca da inter-relação entre o campo investigativo dos Estudos Culturais e a seara da chamada Literatura Comparada, de modo a evidenciar as mútuas contribuições metodológicas que se tem desenvolvido entre essas áreas do saber humano. A partir disso, apresenta-se, aqui, a sistematização da teoria da residualidade como fruto desse diálogo transdisciplinar. Pensada pelo poeta, ensaísta e pesquisador cearense Roberto Pontes, a residualidade é um constructo teórico ambientado nos estudos literários, mas que se utiliza de diversas perspectivas e vieses metodológicos, dialogando principalmente com o campo dos Estudos Culturais a partir do pensamento do teórico britânico Raymond Williams (1979). Evidencia-se, desse modo, que a sistematização do método investigativo da Residualidade foi fruto desses diálogos e contribuições dos chamados <em>Cultural Studies </em>para com a Literatura Comparada, resultado da moderna descentralização e pluralismo no âmbito dos estudos literários de teor comparatista. A apresentação dessas inter-relações metodológicas na moderna crítica literária comparatista é, portanto, o fulcro central deste trabalho.</p> Tallyson Tamberg Cavalcante Oliveira Silva Copyright (c) 2024 Tallyson Tamberg Cavalcante Oliveira Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 203 216 ALIMENTOS E IDENTIDADES EM CONTOS COMTEMPORÂNEOS //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/12872 <p>Este artigo tem como objetivo analisar as tematizações dos alimentos a partir do sentido identitário e sexual em contos de autoria feminina. Argumenta-se que as manifestações de sentidos produzidos pela cena alimentar podem suscitar uma reflexão crítica acerca da formação identitária feminina, bem como da sua sexualidade. Utiliza-se como <em>corpus </em>desta análise os contos “I love my husband” de Nélida Piñon e “Flor do cerrado” de Maria Amélia Mello, presentes na antologia <em>Os cem melhores contos brasileiros do século</em>, organizada por Italo Moriconi. Conclui-se que as representações dos alimentos nos contos atuam como um recurso indispensável no reconhecimento dos sujeitos em seus papéis específicos, no que se refere a sua vida privada e como parte de um coletivo. Resulta-se também desse estudo que a metáfora alimentar situa os indivíduos nos papéis passivo/ativo nas relações sexuais, operando como uma ferramenta de poder que oportuniza à mulher a manifestação da sua sexualidade e subjetividade.</p> Eduarda Alves de Oliveira Paula Luiz Eduardo Andrade Copyright (c) 2024 Eduarda Paula, Luiz Eduardo Andrade https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 217 233 AS CASAS DA INFÂNCIA EM VISGO DA TERRA, DE ASTRID CABRAL //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13656 <p>O objetivo deste artigo é analisar como se dá a recriação <u>das</u> casas da infância pela poeta Astrid Cabral no livro <em>Visgo da terra</em> (2005), publicado pela primeira vez em 1986. A principal base teórica para a análise dos poemas é a “poética do espaço”, de Gaston Bachelard, especialmente no que se refere às reflexões a respeito da relação entre o ser humano e seus espaços de habitação. Usamos, com Bachelard, a concepção sobre topoanálise para &nbsp;compreendermos as representações das casas recriadas pela mulher que empreende uma visita lírica aos espaços de sua infância. O estudo procura mostar que a casa natal é muito mais que um centro de moradia, porque ela é verdadeiramente um centro de sonhos. O devaneio abrigou-se, no passado, em cada um de seus redutos, e esses redutos particularizaram os devaneios, experimentados pela criança em muitos momentos de suas experiências inaugurais no &nbsp;mundo. Assim, a casa onírica é o eco da casa natal. É a casa de pedra tornada casa do pensamento, pela mediação da poesia. Escrevendo <em>Visgo da terra</em>, Astrid produziu um livro monumental para exercitar essa mediação.</p> Carlos Antônio Magalhães Guedelha Hercilaine Virginia Oliveira Alves Copyright (c) 2024 Carlos Antônio Magalhães Guedelha, Hercilaine Virginia Oliveira Alves https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 12 18 UM (A) ANÁLISE DO SER MULHER: ASPECTOS SOCIAIS E PSICOLÓGICOS NOS CONTOS AMOR DE CLARICE LISPECTOR E ANA DAVENGA DE CONCEIÇÃO EVARISTO //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13917 <p class="p1">Espera-se da mulher moderna um ser doce, acometido e repreendido as quatro paredes do lar, suas ambições são reduzidas as ações tomadas no interior da casa, girando em torno do marido e dos filhos. É a partir desses pontos iniciais que indagaremos nesse estudo a representação feminina que está situada nos dois contos que analisaremos neste trabalho: Ana Davenga e Amor das escritoras Conceição Evaristo e Clarice Lispector. No primeiro momento, irei contextualizar as duas autoras e em seguida, destacarei sobre como se observa a constituição do ser mulher que ora as entrelaçam e ora distanciam as personagens. Mulheres que estão inseridas em condições sociais, econômicas e ambientais diferentes e que ao mesmo tempo estão em situações de opressão de uma sociedade patriarcal.</p> Allison Marcos Leão da Silva Maria Vitória Lacerda Venâncio Copyright (c) 2024 maria vitoria lacerda venancio, Allison Marcos Leao da Silva https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 29 41 A CASA DO POSTO DE LARISSA CAMPOS: UMA ROAD FICTION AUTOFICCIONAL E DECOLONIAL //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13603 <p>Situado no cruzamento entre romance e conto, <em>A casa do posto</em> (2022) de Larissa Campos se assemelha a um <em>road novel</em>, principalmente do tipo mais recente escrito por mulheres e marcado pelo protagonismo feminino. O objetivo deste trabalho é demonstrar que esse livro empreende importantes interrogações à colonialidade de gênero que perpassa tanto o subgênero tradicional da <em>road fiction</em> quanto o contexto mato-grossense em que a história se passa, conferindo mais autonomia às mulheres. Dessa forma, a obra é analisada sob o viés dos estudos de gênero e da decolonialidade, alargando tais referenciais com o conceito de interseccionalidade (LUGONES, 2014). Além disso, ressaltam-se as suas especificações no que se refere à representação do espaço e à intersecção entre autorreferencialidade e ficção, caracterizando-o como uma categoria de autoficção. A hipótese apresentada é a de que tais fatores permitem classificá-lo como uma subdivisão dentro do subgênero da <em>road fiction</em>, com alterações consequentes para o aspecto da mobilidade entre as personagens.</p> Divanize Carbonieri Copyright (c) 2024 Divanize Carbonieri https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 42 59 A REPRESENTATIVIDADE FEMININA NO ROMANCE A RAINHA DO IGNOTO //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13912 <p><strong>&nbsp;</strong><span style="font-weight: 400;">No século XIX, escritoras cearenses como Francisca Clotilde, Alba Valdez e Emília Freitas marcaram o cenário intelectual e político com suas produções literárias e participação nas agremiações e movimentos abolicionistas. No entanto, o pioneirismo dessas escritoras é raramente encontrado em livros de história da literatura brasileira e cearense, revelando a exclusão de produções de autoria feminina do cânone literário. Entre esses escritos de autoria feminina que foram invisibilizados pela crítica está o primeiro romance publicado por uma escritora cearense, </span><em><span style="font-weight: 400;">A Rainha do Ignoto</span></em><span style="font-weight: 400;"> (1899), de Emília Freitas, objeto de estudo desta pesquisa. Assim, o presente trabalho, de cunho qualitativo e bibliográfico, pretende analisar os personagens femininos do romance, investigando a presença feminina nos discursos históricos e no contexto social da época e tendo como básica teórica as obras de Mary Del Priore (1997) e Michelle Perrot (2006),bem como pesquisas de autoria da Alcilene Cavalcante (2008), Gildênia Moura e Carla Castro (2019).</span></p> Bianca Almeida de Oliveira Carlos Roberto Nogueira de Vasconcelos Suelem Maquiné Rodrigues Copyright (c) 2024 Bianca Almeida, Suelem Maquiné, Carlos Vasconcelos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 60 75 ROMANCE HISTÓRICO: CONSIDERAÇÕES SOBRE O LIVRO A MÃE DA MÃE DA SUA MÃE E SUAS FILHAS, DE MARIA JOSÉ SILVEIRA //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13898 <p>O objetivo deste trabalho é tecer breves considerações sobre o romance histórico “A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas”, de Maria José Silveira. Publicado pela primeira vez em 2002, pela editora Globo, o livro é narrado sob o prisma de vinte gerações de mulheres (indígenas, cafuzas, negras e brancas) e aborda diversos temas voltados para o que foi (ou poderia ter sido) o processo de colonização no Brasil. À luz dos estudos de Holanda (1995), Anderson (2007), Jameson (2007), Carlos Reis (2018), entre outros, este texto preocupa-se também em ressaltar os reflexos da colonização na formação da sociedade brasileira presentes na obra de Silveira. Assim, observa-se que as personagens e suas famílias são atravessadas por transformações políticas, sociais e econômicas que vão se atualizando a cada capítulo da obra e moldando o Brasil que conhecemos hoje. Em suma, os resultados apontam que o livro se caracteriza como romance de família, uma versão do subgênero romance histórico.</p> Alex Viana Pereira Copyright (c) 2024 Alex Viana Pereira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 76 84 PASSADO E PRESENTE EM TEXTOS TECIDOS POR MULHERES: DO PROCESSO HISTÓRICO DE SUBORDINAÇÃO DAS MULHERES À ESCALADA DE MARIA FIRMINA DOS REIS E A LITERATURA AFRO-BRASILEIRA //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13883 <p>Esta pesquisa reflete a trajetória intelectual de Maria Firmina dos Reis, a partir da elaboração de uma tradição literária de mulheres brasileiras. Tem o objetivo de refletir sobre o percurso que as escritoras trilharam desde o século XIX até o projeto da Editora Mulheres e a ascensão de Maria Firmina como expoente da literatura afro-brasileira. Para a sua construção, recorremos a uma pesquisa de que envolve desde a história das mulheres até os estudos recentes sobre o conceito de literatura afro-brasileira, para tal acionamos estudos de DEL PRIORE (2011); PERROT (2009); DUARTE (2011); SOUZA (2006), entre outros. Fica evidente a partir deste estudo que as mulheres precisaram percorrer uma rota composta por muitos desafios, sobretudo as mulheres negras, para ascender enquanto escritoras e intelectuais no Brasil e que estudos que versam sobre elas estão cada vez mais necessários e crescentes nas universidades brasileiras.</p> Larissa da Silva Sousa Copyright (c) 2024 LARISSA SOUSA https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 85 104 A POÉTICA PAISAGÍSTICA DE CORPOS DISSIDENTES EM QUARTO DE DESPEJO: DIÁRIO DE UMA FAVELADA, DE CAROLINA MARIA DE JESUS //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13926 <p>A publicação de <em>Quarto de despejo: diário de uma favelada </em>[1960] revelou uma das figuras mais emblemáticas da literatura contemporânea brasileira, Carolina Maria de Jesus [1914-1977]. Ainda jovem, a futura escritora migra de Minas Gerais para a São Paulo da industrialização, passando a residir na comunidade do Canindé, em 1947. Sua obra, portanto, criada nesse contexto, é uma espécie de dissenso ao então processo de modernização higienista sobre corpos negros dissidentes. Isto posto, sob a perspectiva da construção imaginária das cidades na literatura, este trabalho busca analisar o “quarto de despejo”, de Maria de Jesus, com base na ideia de que o habitar perpassa diferentes jogos de poder e desigualdade que caracterizam a cultura urbana moderna. Procura-se explorar não somente as figurações da cidade, em específico da favela, mas analisar o fio discursivo que a autora cria como dobra, contração e resposta a um espaço-tempo que atravessa com um corpo-negro-feminino-dissidente, permeando, assim, não apenas as representações paisagísticas nas estruturas formais do texto, mas a relação entre a obra e o contexto de produção. Para tal, foi de suma importância o diálogo com teóricos que pensam a experiência fenomenologia do habitar como fonte de sentido, como Bachelard (2008), relações relativas à paisagem, como Collot (2013), e a modernidade como espaço de territorialização do corpo, como Sodré (2003).</p> Wilck Camilo Ferreira de Santana Copyright (c) 2024 Wilck Camilo Ferreira de Santana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 105 120 QUANDO AS FLORES SÃO CÁLIDAS: ATRAVESSAMENTOS DO SER FEMININO EM DINA SALÚSTIO //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13918 <p>Este artigo tem como objetivo analisar a representação feminina por meio das personagens femininas, inseridas na sociedade cabo-verdiana, presentes em sete contos da obra <em>Mornas eras as noites</em>, da escritora cabo-verdiana Dina Salústio. A temática do abandono infantil é discutida em dois dos contos selecionados. Nessa esfera, os contributos teóricos para análise foram de GOMES (2012), SILVA (2021), ADICHIE (2015), BOURDIEU (2012). Em todas as histórias analisadas, a narração em primeira pessoa por uma voz feminina como relato de experiências vividas aproxima o leitor dessas experiências, nesse sentido, buscou-se os aportes teóricos sobre o narrador em (BENJAMIN, 1994). Acrescenta-se a análise às contribuições teóricos sobre o gênero conto em CORTAZAR (2006) e BOSI (2001). Com este artigo, buscou-se realizar um recorte dos retratos femininos na literatura de Dina Salústio na tentativa de suscitar discussões sobre realidades tão presentes na vida das mulheres de Cabo Verde e que reverberam nas existências femininas por todo o mundo.&nbsp;</p> Eliana Kiara Viana Torres Copyright (c) 2024 Eliana Kiara Viana Torres https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 121 131 O SOLO SAGRADO DE ALDA ESPÍRITO SANTO NA POESIA SÃO-TOMENSE //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13877 <p class="western" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">Neste artigo investigarei as representações do corpo na obra </span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"><em>É nosso o solo sagrado da terra </em></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">– poesia de protesto e luta</span></span></span></span> <span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">(1978), da escritora são-tomense Alda Espírito Santo. As discussões aqui apresentadas estão assentadas nos estudos pós-coloniais e nos estudos feministas. Para fundamentação teórica elegi, principalmente, os estudos de Inocência Mata (2010), Elisabeth Grosz (2003) e Nilma Lino Gomes (2006).</span></span></span></span></p> Thaíse de Santana Santos Copyright (c) 2024 Thaíse Santana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 134 151 10.29281/rd.v11i22.13877 ENTRE ESCRITAS E VIVÊNCIAS: O PAPEL DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA ESCRITA DE CONCEIÇÃO EVARISTO E PAULINA CHIZIANE //www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/13684 <p>O artigo intitulado <em>Entre escritas e vivências: o papel da contação de histórias na escrita de Conceição Evaristo e Paulina Chiziane</em>, tem como objetivo a análise da posição das duas autoras com relação ao seu fazer literário. Nesse sentido, este texto se concentra na análise das obras literárias <em>O Alegre Canto da</em> Perdiz de Paulina Chiziane e <em>Olhos d'água</em> de Conceição Evaristo, explorando o papel fundamental da contação de histórias e da escrevivência nas narrativas. Além disso, temos como objetivo a análise da maneira como as autoras utilizam a arte de contar histórias para dar voz a personagens femininas e seus espaços, enfatizando a resiliência e as experiências únicas dessas mulheres. Investigando, portanto, como as obras abordam a crítica pós-colonial ao reimaginar histórias tradicionalmente silenciadas e destacar a importância da representatividade. A comparação entre as duas obras ressalta como a contação de histórias e a escrevivência podem ser ferramentas poderosas para explorar temas como identidade, gênero e história, proporcionando uma visão rica e multifacetada sobre a experiência feminina.</p> Letícia Franzini Daniel Marinho Laks Copyright (c) 2024 Letícia Franzini https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2024-04-10 2024-04-10 11 22 152 161