//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/issue/feedRevista Decifrar2026-01-22T17:45:03+00:00Kenedi Santos Azevedorevistadecifrar@ufam.edu.brOpen Journal Systems<p>A Revista Decifrar tem como objetivo divulgar a produção científica de docentes e discentes de programas de Pós-Graduação de Instituições de Ensino Superior do Brasil e do exterior. O periódico acolhe trabalhos que apresentem resultados de pesquisas concluídas ou em andamento, contribuindo para o aprofundamento das discussões em torno da Teoria e da Crítica Literária, bem como das Literaturas em Língua Portuguesa.</p> <p>A revista publica textos inéditos e originais de doutores(as) e doutorandos(as), redigidos em língua portuguesa, inglesa, francesa ou espanhola, voltados às áreas de Letras, Artes e Humanidades, com ênfase nas subáreas de literatura brasileira, literatura portuguesa e demais literaturas. De periodicidade semestral, a Revista Decifrar adota o sistema de fluxo contínuo de submissões e publica artigos, dossiês, entrevistas, além de resenhas de obras teóricas, críticas ou artísticas, teses, dissertações e de monografias.</p> <p>O periódico é organizado por professores-pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).</p> <p><strong>ISSN:</strong> 2318-2229 | <strong>Ano de Criação:</strong> 2013 |<strong> Área do Conhecimento:</strong> Letras | <strong>Periodicidade:</strong> Semestral, na modalidade fluxo contínuo | <strong>DOI:</strong> 10.29281 | <strong>QUALIS:</strong> B1</p>//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Decifrar/article/view/18373LITERATURA E ECOCRÍTICA: O PARADOXO DA SOBREVIVÊNCIA EM A VIDA NÃO É ÚTIL E KUJÁN E OS MENINOS SABIDOS, DE AILTON KRENAK: 2025-07-12T23:14:28+00:00Rodrigo Felipe Velosorodrigof_veloso@yahoo.com.br<p>Este trabalho tem por objetivo refletir sobre o paradoxo da sobrevivência humana a partir de uma leitura ecocrítica de <em>A vida não é útil</em> e <em>Kuján e os meninos sabidos</em>, de Ailton Krenak. Ambas as obras propõem um deslocamento do antropocentrismo moderno ao interpelar modos de vida que priorizam o consumo, a produtividade e o domínio sobre a natureza, deslegitimando a vida em sua dimensão coletiva, ancestral e simbólica. Krenak reivindica um outro modo de habitar o mundo, em que a existência não se reduza a uma lógica utilitarista e predatória. Em <em>A vida não é útil</em>, esse questionamento é feito por meio de crônicas e reflexões filosófico-poéticas que desnaturalizam a ideia de progresso e nos convocam a repensar o sentido da vida humana na Terra. Já <em>Kuján e os meninos sabidos</em> reencena, em forma de narrativa oral, um rito de passagem simbólico: a travessia de um rio por jovens que precisam abandonar a ilusão do humano como centro do universo para aprender com a escuta, a água, os sonhos e os seres não humanos. Ambas as obras operam um resgate da cosmovisão indígena e da sabedoria dos povos originários, tensionando os valores da modernidade ocidental. Com base na Ecocrítica e no pensamento de Krenak, a literatura surge como ferramenta de resistência, reconexão e cuidado com a vida, ao evidenciar que sobreviver sem sentido é também uma forma de morrer.</p>2026-01-27T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Rodrigo Felipe Veloso