Canoa do Tempo
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<p style="text-align: justify;">A <strong>Revista CANOA DO TEMPO </strong>é uma publicação acadêmica online mantida e editada pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Amazonas (PPGH-UFAM). Tem como objetivo divulgar resultados inéditos de pesquisas em História e áreas afins, tendo como público alvo pesquisadores, estudantes e demais interessados. O conselho científico conta com especialistas pertencentes a instituições reconhecidas nacional e internacionalmente. A revista não cobra taxas e o conteúdo é disponibilizado em Acesso Livre. Os critérios de seleção do tema de cada dossiê estão atentos aos debates historiográficos nacionais e internacionais, incentivando a construção de um diálogo profícuo entre pesquisadores das diferentes regiões brasileiras. Seus artigos estão catalogados nos seguintes indexadores de metadados, buscadores e bibliotecas virtuais: <a href="http://antigo.cnen.gov.br/centro-de-informacoes-nucleares/livre">LIVRE: revistas de livre acesso</a>; <a href="https://scholar.google.com.br/citations?view_op=list_works&hl=pt-BR&authuser=1&user=TibxzW8AAAAJ" target="_blank" rel="noopener">Google Acadêmico</a>; <a href="https://periodicos.ufam.edu.br/">Portal de Periódicos da UFAM</a>; <a href="https://sumarios.org/revista/canoa-do-tempo">Sumário de Revistas Brasileiras</a>; <a href="https://diadorim.ibict.br/handle/1/1819">Diadorim</a>; <a href="https://www.citefactor.org/journal/index/22928/canoa-do-tempo-revista-do-programa-de-ps-graduao-em-histria-da-ufam#.X-0TCthKjIV">CiteFactor: academic cientific journals</a>; <a href="http://www.sindexs.org/JournalList.aspx?ID=5233">Scientific Indexing Services</a>; <a href="https://www.latindex.org/latindex/ficha?folio=29892">Latindex</a>; <a href="https://www.redib.org/Record/oai_revista5936-canoa-do-tempo">REDIB</a>; <a href="https://doaj.org/toc/2594-8148?source=%7B%22query%22%3A%7B%22filtered%22%3A%7B%22filter%22%3A%7B%22bool%22%3A%7B%22must%22%3A%5B%7B%22terms%22%3A%7B%22index.issn.exact%22%3A%5B%221982-0755%22%2C%222594-8148%22%5D%7D%7D%5D%7D%7D%2C%22query%22%3A%7B%22match_all%22%3A%7B%7D%7D%7D%7D%2C%22size%22%3A100%2C%22sort%22%3A%5B%7B%22created_date%22%3A%7B%22order%22%3A%22desc%22%7D%7D%5D%2C%22_source%22%3A%7B%7D%7D">DOAJ</a>; <a href="https://www-periodicos-capes-gov-br.ezl.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_pmetabusca&mn=88&smn=88&type=p&sfx=aHR0cHM6Ly9idXNjYWRvci5wZXJpb2RpY29zLmNhcGVzLmdvdi5ici9WP2Z1bmM9ZmluZC1lai0xJmluc3RpdHV0ZT1DQVBFUyZwb3J0YWw9Tk9WTyZuZXdfbG5nPVBPUg%3D%3D&sfxparam=2594-8148">Portal de Periódicos da CAPES</a>.</p>Universidade Federal do Amazonaspt-BRCanoa do Tempo1982-0755<p>Esta obra está licenciada com uma Licença <a rel =" license "href =" <a href="https://u928059.ct.sendgrid.net/wf/click?upn=FCN3ORrWzstxFmmMlqzCj0xsX7JQV535D5gIPhnEkuqExreE79hksD3SzAeBrIRwucl0xt1iL-2ByrMqKgLXLslw-3D-3D_h9-2BlUZ7verAhw3TxlJC44XouPPMjpZqfjlBeaqz55f-2FeDuf-2FVO-2FYa1JYYcSWvD9Jcn7dhe0-2Feu4Lz242rcCm5n9fZOTEz9ABV72gEPJpux2U-2FMeZ3PelmFO-2BnJwqmOHFrO9ZpuLULrF-2FEbIBAYyjssZ6wPFhwYRpbLyn-2FWg4iqi1IiXO4NmUVHvhMPp-2Fb3oqbTwgJFZ-2FPoAbrdcHb6xwKoNbVaz-2FrLZ-2F4et62-2B9z9vo-3D" target="_blank">http: / /creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/</a> "></p>Apresentação - Os 60 anos do golpe de 1964 e os impactos da ditadura na Amazônia
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<p>Apresentação do dossiê</p>César Augusto B. Queirós Maura Leal da SilvaVitale Joanoni Neto
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2025-07-282025-07-28171410.38047/rct.v17.FC.2025.apdd.p.1.4Quando a revista Brasil Jovem captou a infância indígena: notas sobre a ditadura militar e o governo das infâncias (1966-1978)
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<p>Investiga-se o (não) lugar das infâncias indígenas no projeto de “desenvolvimento nacional” da Ditadura Militar brasileira no âmbito da Amazônia. A partir de reportagens de <em>Brasil Jovem</em>, revista oficial da Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor, lemos as infâncias indígenas como os fantasmas da nação, mobilizadas como reminiscência do passado. Os programas sociais da Funabem não abarcavam as infâncias indígenas em suas especificidades, mas elas serviam para trazer à tona uma imagem positiva da diversidade brasileira. Tensionamos o conceito de “diversidade” e o jogo que tornou possível a produção da imagem da criança indígena na ordem de uma biopolítica que fomentou um projeto desenvolvimentista sobre a presença indígena no passado e no futuro do país.</p>José dos Santos Costa JúniorCamila Serafim Daminelli
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2025-06-042025-06-041713310.38047/rct.v17.FC.2025.dd1.p.1.33A Imprensa como alternativa ao Cinema: enquadramentos de “IRACEMA-UMA TRANSA AMAZÔNICA” nas páginas do periódico Versus
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<p>Este texto possui como objetivo a análise dos temas políticos, sociais e ambientais abordados pelo filme “Iracema-uma transa amazônica”, obra realizada entre 1974 e 1975 pelos cineastas Jorge Bodanzky e Orlando Senna e cuja exibição em território brasileiro ficou censurada até o início da década de 1980. Devido a essa interdição, o filme foi publicado em forma de matéria ilustrada nas páginas de <em>Versus </em>(1975-1979), periódico pertencente à imprensa alternativa, modalidade de jornalismo surgida para contestar a grande imprensa e a Ditadura Militar daquela época. Portanto, o artigo, após apresentação do filme e da bibliografia que examinou as variadas temáticas contidas no enredo, expõe a matéria publicada no alternativo, detalhando as críticas direcionadas ao autoritário projeto governamental de progresso para a Amazônia.</p>Vinicius Sales Barbosa
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2025-07-292025-07-291712710.38047/rct.v17.FC.2025.dd2.p.1.27Memória, identidade, silenciamento: militares e cultura histórica na formação do Estado de Rondônia (1970/80)
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/16937
<p><span style="font-weight: 400;">O texto examina como os militares agenciaram a construção da cultura histórica no processo de constituição do estado de Rondônia, entre 1970 e 1980. Com a atenção direcionada ao período militar, a pesquisa identificou que, desde o início do século XX, a região de Rondônia foi um espaço de significativos investimentos simbólicos nos feitos de agentes militares. A primeira parte do estudo analisa a formação de uma cultura política fortemente vinculada à presença militar no território; a segunda parte concentra-se nas décadas de 1970 e 1980 para investigar os esforços de consolidação de uma memória histórica de Rondônia durante a transição do Território Federal ao </span><em><span style="font-weight: 400;">status </span></em><span style="font-weight: 400;">de Estado.</span></p>Iordan Queiroz GomesGilvana de Fátima Figueiredo Gomes
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2025-07-292025-07-291713110.38047/rct.v17.FC.2025.dd3.p.1.31Mas o vento continua. Pedro Casaldáliga e a Prelazia de São Félix do Araguaia. Lições de resistência durante a Ditadura
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<p>Este artigo discute a ditadura militar e seus impactos no Araguaia mato-grossense. Analisa as intervenções levadas para uma região habitada por povos indígenas e posseiros em situação de quase isolamento, as arbitrariedades cometidas por empresas e funcionários públicos contra esses moradores e a importância da criação da Prelazia de São Félix do Araguaia que, graças à figura de seu Bispo Dom Pedro Casaldáliga, tornou-se a referência para o enfrentamento e resistência às violências sofridas.</p>Vitale Joanoni Neto
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2025-07-292025-07-291712610.38047/rct.v17.FC.2025.dd4.p.1.26O golpe de 1964 e o discurso anticomunista de Jarbas Passarinho no estado do Pará
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<p>O objetivo desse trabalho é observar o discurso anticomunista de Jarbas Passarinho através de seus livros de memórias, e assim ponderar acerca das bases de sustenção desse discurso para legitimar o golpe civil-militar de 1964 em curso no Brasil, à época. Além disso, busca-se inserir o estado do Pará dentro do contexto de movimentação política que sombreia o país no período, juntamente com os alinhamentos globais da Guerra Fria e divisão ideológica entre liberais e comunistas. </p>João Pedro Marques Ferreira Normando
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2025-07-292025-07-291712410.38047/rct.v17.FC.2025.dd5.p.1.24Conflitos agrários durante a ditadura militar no Brasil: repertório de leituras, pesquisa de fontes e relatos sobre a escrita de uma história da Amazônia (2014-2019)
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/17165
<p>O artigo trata da construção de uma tese sobre os conflitos agrários no Pará durante a ditadura militar, abordando os impactos da modernização autoritária e do capital na Amazônia. Destaca a importância de constituição de um repertório de leituras no campo da sociologia, antropologia e história agrária. Explora a atuação dos governos militares em temas como concentração fundiária e tensões sociais e conflitos agrários na Amazônia com destaque para a atuação do Serviço Nacional de Informações (SNI). Aborda a influência da ditadura e suas políticas de ocupação da região amazônica a partir de documentações disponibilizadas pelo Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN). Demonstra como a ditadura militar possuía informações privilegiadas sobre a Amazônia.</p>Thiago Broni de Mesquita
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2025-08-012025-08-011713010.38047/rct.v17.FC.2025.dd6re.p.1.30A Ditadura Militar e o Serviço Nacional de Informação (SNI) e a vigilância de sindicalistas, padres e bispo progressistas em um município da Amazônia, Moju/PA: 1970 e 1980
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/17476
<p>Este artigo procura mostrar como a Ditadura Militar, através do Serviço Nacional de Informação (SNI), vigiou lideranças religiosas, bispo, padres e um sindicalista em um município da Amazônia, mais precisamente no estado do Pará, Moju, pertencente a então chamada região Guajarina, na primeira metade da década de 1980. Tem como objetivo, trazer uma reflexão acerca dos processos de avanços da agroindústria nesta área, incentivados pelos projetos desenvolvimentistas dos governos militares (1964-1985), que desencadearam uma série de conflitos pela terra com ‘investidores’ de outros estados brasileiros e famílias que viviam neste espaço há décadas, fazendo com que ‘surgisse’ a figura de uma liderança sindical em Moju, padres e o bispo da diocese de Abaetetuba, que fizeram a defesa destas pessoas ameaçadas de perderem suas terras, e por isso foram vigiadas pelo Serviço Nacional de informação (SNI).</p> <p> </p>Elias Diniz Sacramento
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2025-08-012025-08-011713310.38047/rct.v17.FC.2025.dd7.p.1.33Amazônias, Amazônia: historiografia e memória da Ditadura Militar no norte do Brasil
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/17243
<p>A Ditadura militar legou uma herança maldita na historicidade da região amazônica, cuja permanência dos discursos de “vazio” e “silenciamento” espraiam na tentativa de ocultar o dinamismo da resistência dos habitantes aos seus propósitos colonizadores autoritários. Aliás, urge em nossa região uma preocupação historiográfica capaz de apresentá-la como lugares de referência, sempre no plural, percebê-la como um centro dinâmico cuja especificidade política, intelectual, cultural, ambiental e econômica necessita ser compreendida a partir de sua própria historicidade. Por fim, mapearemos a historiografia da história da ditadura nas Amazônias com o objetivo de desmistificar, a partir da investigação histórica, a narrativa de um território marcado pelo contraditório discurso de “marginalidade”.</p>Leonardo Bentes Rodrigues
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2025-08-012025-08-011712310.38047/rct.v17.FC.2025.dd8.p.1.23O alvorecer da Ditadura Civil-Militar em Parintins: a atuação da Câmara Municipal e suas relações com o regime autoritário
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/17391
<p>O artigo analisa a postura da Câmara Municipal de Parintins durante os primeiros momentos do golpe militar de 1964, destacando o alinhamento político e a inércia legislativa frente ao novo regime autoritário. A análise documental das atas revela que, apesar das mudanças institucionais em âmbito nacional, a administração municipal manteve uma aparência de continuidade. A Câmara enviou mensagens de apoio ao "movimento revolucionário", evidenciando adesão discursiva ao golpe. No entanto, questões importantes, como a cassação do governador Plínio Ramos Coelho e a eleição indireta de Arthur Cézar Ferreira Reis como governador do Amazonas, não receberam atenção dos vereadores, ilustrando sua conivência ou silêncio estratégico. O estudo aponta que, além do temor de retaliações, havia alinhamento ideológico de parte dos legisladores com o regime. A repressão política, exemplificada pela prisão de lideranças e o empastelamento de jornais opositores, reforça a narrativa de uma repressão abrangente no Amazonas. A ausência de manifestações críticas e a omissão em momentos chave refletem a fragilidade das instituições locais em resistir às imposições autoritárias. O artigo conclui que a Câmara de Parintins desempenhou um papel na legitimação do regime militar, demonstrando como o autoritarismo alcançou esferas locais e influenciou dinâmicas políticas municipais, mesmo em contextos distantes dos grandes centros de poder.</p>Daniel Rodrigues de Lima
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2025-08-082025-08-081712510.38047/rct.v17.FC.2025.dd9.p.1.25Vigilância dentro das matas: a Lei do Posseiro, Ditadura Militar e seu legado na Floresta Amazônica
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/16881
<p>Ano após ano, o estado do Pará é considerado a unidade federativa com maior número de assassinatos por posse de terra no país. Soma-se a esse fato o desmatamento da floresta amazônica, que apesar da redução está longe do ideal. No entanto, esse cenário é fruto de um processo que teve início durante a ditadura militar. O artigo tem como objetivo compreender o processo de resistência e enfrentamento a esse regime autoritário. Para tanto, analisaremos a Lei do Posseiro e as reuniões organizadas pelos trabalhadores rurais do Baixo Tocantins. Além das fontes bibliográficas, para a construção deste trabalho, foram importantes as informações fornecidas por meio da análise dos Processos de Arrendamento e Posse de Terras do (ITERPA) do (STR, s), Relatórios da FASE, bem como a análise de relatos orais.</p>Adriane dos Prazeres Silva
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2025-08-152025-08-151712110.38047/rct.v17.FC.2025.dd10.p.1.21Desapropriados de Itaipu Binacional na Amazônia: um projeto de colonização e contrarreforma agrária da ditadura militar
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/17404
<p><strong> </strong>A pesquisa apresentada a seguir tem por objetivo demonstrar como o projeto de ocupação da Amazônia legal durante a ditadura militar teve impactos em outras áreas do Brasil, incentivando a migração de sujeitos vindos de diferentes regiões num processo de (contra)reforma-agrária. Entre essas regiões, está o Oeste paranaense, atingido pela construção da hidrelétrica de Itaipu Binacional que desapropriou mais de 40 mil pessoas, sendo muitas delas destinadas a projetos de colonização na Amazônia legal administrados pelo INCRA ou por empresas imobiliárias (colonizadoras) particulares.</p>Luana Milani Pradela
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2025-08-292025-08-291712310.38047/rct.v17.FC.2025.dd11.p.1.23Maconha, música e censura no Território Federal do Amapá durante a Ditadura Militar (1975 – 1985)
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/16886
<p>Este trabalho tem por objetivo analisar parte da documentação existente no Serviço de Informações do Arquivo Nacional (SIAN), especificamente documentos que tratem do Território Federal do Amapá (TFA), com atenção para sua capital, Macapá. Serão analisados requerimentos e ofícios encaminhados para o Serviço de Censura de Diversões Públicas (SCDP) e Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), requerendo censura prévia de produções musicais, assim como um boletim de ocorrência relatando tráfico de maconha na capital, e um artigo de jornal relatando a truculência dos militares durante a ditadura militar. Acredita-se que parte da produção musical macapaense não sofrera censura por cantar sobre temáticas aproximadas a temas envolvendo interesses românticos, carros velozes e festas, assemelhando-se da estética fonográfica do movimento brasileiro conhecido como Jovem Guarda, conhecido por nomes como Roberto e Erasmo Carlos. Analisando a documentação, constatou-se que a violência dos militares era recorrente na capital do TFA, seja por meio de crimes como estupros promovidos por membros da Polícia Militar de Macapá, ou por meio de recolhimentos arbitrários de músicos e artistas da cidade. Com este trabalho, é esperado que parte da história da ditadura militar no território federal do Amapá possa ser demonstrada, por meio das análises de documentações oficiais.</p>Lucas Maximim
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2025-08-292025-08-291712010.38047/rct.v17.FC.2025.dd12.p.1.20Memórias de resistência: a trajetória da disciplina Estudos de Problemas Brasileiros na redemocratização da UFPA
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/16833
<p>O artigo examina a trajetória da disciplina Estudos de Problemas Brasileiros (EPB) durante os anos de ditadura e redemocratização na Universidade Federal do Pará (UFPA). Baseado em reflexões desenvolvidas no doutorado do Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia, o estudo investiga o impacto da disciplina EPB, analisando seus objetivos e tensões, especialmente no contexto da repressão civil-militar. A narrativa é contextualizada pelo assassinato do estudante César Moraes Leite, evento marcante que ilustra as contradições da época, incluindo a presença de forças repressivas nas universidades e a censura à educação crítica. A análise contempla o papel da Comissão Estadual da Verdade no Pará e o uso de fontes orais, abordando memórias, traumas e reivindicações de justiça e reparação das vítimas da ditadura. O artigo destaca a importância de políticas de memória, promovendo o respeito à diversidade e resistência. A história da EPB na UFPA reflete a luta por direitos humanos e a necessidade de lembrar o passado para evitar a repetição de abusos.</p>Davison Alves
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2025-08-292025-08-291712510.38047/rct.v17.FC.2025.dd13.p.1.25“Estrada da pacificação”: a experiência da classe trabalhadora na construção da Transamazônica
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/17844
<p>Este artigo procura refletir sobre a experiência da classe trabalhadora durante as obras de construção da rodovia Transamazônica (1970-1974). Construída durante a ditadura civil-militar brasileira, a rodovia foi apresentada pelo Estado brasileiro através do Programa de Integração Nacional (PIN) e veiculada na grande mídia como a “estrada da pacificação”, representação do “Brasil Grande” e resultou na transferência de milhares de trabalhadores de diversas regiões do país, principalmente do Nordeste, para execução da obra. O projeto prometia resolver dois problemas que o país experimentava: a tensão social no Nordeste (que se agravava com a seca de 1970) e a efetiva integração da região Norte, vista como “espaço vazio”, à lógica do capitalismo brasileiro. Após o governo Médici a obra foi abandonada e resultou em um lastro de problemas ambientais e sociais que compõem o cenário amazônico na atualidade.</p>Magno Marçal Braga
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2025-08-292025-08-291713010.38047/rct.v17.FC.2025.dd14.p.1.30Foi o que dava para fazer na época, né?: memórias de chumbo na modernização da Amazônia
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/16887
<p>Este artigo tem por objetivo discutir memórias de um missionário na Amazônia no período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985). A proposta justifica-se pela necessidade de reduzir as lacunas existentes para a percepção dos desdobramentos dos planos governamentais ufanistas para o território complexo e ocupado milenarmente por povos indígenas. Como resultados parciais pode-se indicar os intensos conflitos entre os missionários e a Funai e demais instituições governamentais, a importância da organização do movimento indígena por parte dos indigenistas, bem como a amplificação de suas lutas na imprensa nacional e internacional em um momento marcado pela proibição da livre organização, da repressão e da censura.</p>Tiago Fonseca dos Santos
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2025-08-292025-08-291712010.38047/rct.v17.FC.2025.dd15.p.1.20Os Coronéis de Barranco no Regime dos Generais: a Ditadura Militar Brasileira e a política no interior do Amazonas (1964-1966)
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/17234
<p>Apesar do número de estudos sobre a Ditadura Militar no Amazonas ter crescido recentemente, o foco dos pesquisadores ainda reside na capital do estado, Manaus. No presente artigo nosso olhar se volta para algumas cidades do interior do Amazonas com o intuito de analisar a relação estabelecida entre o primeiro governador indicado pelos militares, Arthur Cezar Ferreira Reis, e a política local, tradicionalmente dominada por líderes conhecidos como “coronéis de barranco”. Uma vez que Arthur Reis se arrogava o título de “emissário dos desígnios da Revolução de 1964”, que pretendia extirpar do estado os resquícios do comunismo e do trabalhismo que prevaleceram nos anos anteriores, é de fundamental importância compreender como os chefes locais e o novo governador se articularam, pois esse relacionamento pode esclarecer como o novo regime se consolidou no Amazonas.</p>Vinicius Alves do Amaral
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2025-08-292025-08-291712510.38047/rct.v17.FC.2025.dd16.p.1.25Do legalismo à arbitrariedade: Henoch Reis, a Operação Ajuricaba e o controle da oposição no interior do Amazonas
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<p>O artigo analisa as estratégias políticas utilizadas durante o governo de Henoch da Silva Reis (1974-1979) no Amazonas, em meio ao período de abertura política do Brasil, com foco na chamada "Operação Ajuricaba". Nomeado a contragosto das elites locais pelo presidente Ernesto Geisel, o governador enfrentou resistência inicial entre os grupos políticos dominantes da capital. Em um cenário onde o MDB conquistava espaço no legislativo estadual, a operação buscou neutralizar a oposição por meio do uso estratégico da máquina pública e de recursos dentro do estado de exceção, sendo fundamental na garantia de vitórias eleitorais da ARENA nos pleitos municipais de 1976 e 1978, além de influenciar a legislação eleitoral nacional até 1984. O estudo evidencia como o controle político no interior do Amazonas foi estruturado para garantir a manutenção de uma elite no poder, explorando articulações locais e crises da oposição.</p>Thiago Rocha
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2025-08-292025-08-291711710.38047/rct.v17.FC.2025.dd17.p.1.17Direitas contra direitos: a mobilização (i)legal para o genocídio indígena, na ditadura empresarial-militar e no bolsonarismo (1964-2024)
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<p>Investiga-se como coalizões de direitas militares e empresariais se mobilizaram contra os direitos indígenas na ditadura (1964-85) e no governo de extrema-direita Jair Bolsonaro (2019-22). Demarcam-se o genocídio indígena na ditadura, em particular o caso de uma empresa especializada em violar direitos indígenas em conexão com os militares, e a aceleração do genocídio indígena durante a presidência bolsonarista. Demonstra como, em ambos os períodos, uma associação de grupos políticos, empresariais e militares de direita recorreu à mobilização (i)legal contra direitos indígenas para, no limite, exterminá-los, perseguindo os interesses de uma economia necropolítica e ecocida. Reconstituem-se tais nexos sociohistóricos a partir de fontes primárias, legislação e literatura especializada, desde relatórios oficiais, documentos e petição de juristas e de movimentos indígenas e seus aliados.</p>Rodolfo MachadoAdriana Gomes SantosGilberto de Souza Marques
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2025-08-292025-08-291710.38047/rct.v17.FC.2025.dd18.p.1.37 O 1968 e o AI-5 no Pará: memórias e histórias
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/17493
<p>o artigo analisa as memórias de professores, alunos e servidores da UFPA sobre o <br>ano de 1968 e o contexto do pós AI-5, na cidade de Belém do Pará. O artigo trabalha com o <br>acervo digital construído com os depoimentos de 56 pessoas que participavam do movimento <br>estudantil na UFPA e que sofreram violações dos direitos humanos. Os depoimentos fazem <br>parte do acervo digital do Projeto “A UFPA e os Anos de Chumbo: memórias, traumas, silêncios <br>e cultura educacional (1964-1985)” que se encontra publicado no repositório da UFPA. O <br>trabalho com memórias permite ao historiador ampliar seu aporte de fontes e analisar a <br>memória com uma fonte possível de ser usada, fazendo uma vinculação com o tempo do <br>lembrado e o tempo da narração. O uso do acervo digital permite também o acesso de parte <br>das fontes usadas pelo historiador ao grande público sendo uma forma de produção da história <br>pública.</p>Edilza Joana Oliveira FontesKelly Chaves Tavares
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2025-08-292025-08-291712810.38047/rct.v17.FC.2025.dd19.p.1.28Territórios nativos: a Carte de la terre ferme du Perou, du Brésil et du Pays des Amazones de Guillaume de L’Isle (1703) e a distribuição espacial das populações indígenas na Amazônia
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/16192
<p>Este artigo tem como objetivo final analisar a distribuição espacial das populações indígenas durante o período colonial, bem como caracterizá-las em termos de uso do espaço e hábitos. Este estudo tem por base a <em>Carte de la terre ferme du Perou, du Brésil et du Pays des Amazones</em>, produzido por Guillaume de L’Isle em 1703, combinada com a análise documental de fontes históricas apontadas pelo próprio autor do mapa. Identificam-se aspectos de territorialização dos povos indígenas em meio a expansão colonial e as disputas político espaciais entre impérios europeus. É revista assim a geohistória do Brasil tendo como ênfase a espacialidade dos povos indígenas ao invés da ocupação colonial, como tradicionalmente a historiografia aborda este período.</p>Jonathan Lopes
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2025-03-212025-03-211712710.38047/rct.v17.FC.2025.al2.p.1.27Mortos insignes: Nobreza e distinção no Cemitério de São João Batista, em Manaus
//www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/Canoa_do_Tempo/article/view/16999
<p class="western" align="justify"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="font-size: small;">No Brasil Império (1822-1889) 980 pessoas foram agraciadas com 1278 títulos de nobreza não hereditários. Os nobres eram políticos, militares, banqueiros e fazendeiros. </span></span><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="font-size: small;">A nobilitação garantia, além do reconhecimento e prestígio, o trânsito e acesso aos círculos políticos e sociais do Império e o controle do Imperador sobre esses grupos. Além dos titulados pela monarquia brasileira, existiam os que receberam títulos nobiliárquicos do Reino de Portugal, do Reino da Itália e do Vaticano. O Amazonas foi uma das províncias que menos teve titulares do Império, sendo mais comum o enobrecimento através da compra da patente de Coronel da Guarda Nacional, do recebimento de comendas e títulos da monarquia portuguesa. No presente artigo foram analisados os túmulos e jazigos dos nobres sepultados no Cemitério de São João Batista, em Manaus, com o objetivo de identificar elementos que expressem a nobilitação e a busca pela distinção no espaço cemiterial.</span></span></p> <p class="western" align="justify"> </p> <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="font-size: small;"><strong>Palavras-chave</strong></span></span><span style="font-family: Georgia, serif;"><span style="font-size: small;">: Nobreza, Cemitério, Manaus.</span></span></p>Fábio Augusto de Carvalho Pedrosa
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2025-03-112025-03-111712110.38047/rct.v17.FC.2025.al1.p.1.21A América antiga, teorias não-ocidentais e história das relações internacionais: reflexões acerca de um sistema pré-westfaliano
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<p>O artigo explora, sob a perspectiva da História Antiga e da Teoria das Relações Internacionais, a origem e a evolução de um sistema internacional específico integrado pelos Estados maias e seus vizinhos próximos e distantes, durante o período clássico (250-900 d.C.). Evidência arqueológica e histórica sugere que o referido sistema internacional maia incluía alternativamente a cooperação, o conflito, a hegemonia, a anarquia, as alianças, o equilíbrio de poder, a diplomacia, o prestígio, vassalagem, uma língua franca, acordos e negociações, a guerra, e a paz. O presente artigo procura fazer uma contribuição ao debate com um olhar essencialmente não-ocidental, pré-westfaliano, e interdisciplinar.</p>carlos federico domínguez avila
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2025-04-062025-04-061713110.38047/rct.v17.FC.2025.al3.p.1.31Apresentação
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<p>Lançamento do novo volume.</p>Anderson Vieira MouraRafael Ale Rocha
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2025-03-112025-03-11171210.38047/rct.v17.FC.2025.ap.p.1.2Espantando o "inglês" na história social do trabalho em Manaus
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Caio Giulliano Paião
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2025-04-062025-04-06171710.38047/rct.v17.FC.2025.res1.p.1.7Violência de gênero e feminicídio no México
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Zuleide Maria Matulle
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2025-06-042025-06-04171810.38047/rct.v17.FC.2025.res2.p.1.8